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97% das empresas prevêem recrutar ainda este ano

Na hora de contratar, 73% das empresas optam por profissionais com experiência até cinco anos. A conclusão é do novo barómetro de Recursos Humanos desenvolvido pelo Instituto Kaizen em Portugal, divulgado na passada quarta-feira.

A quase totalidade das empresas inquiridas pelo Instituto Kaizen em Portugal (97%) prevê recrutar ainda este ano, considerando a resposta afirmativa à implementação de processos de recrutamento em 2018. De acordo com o novo barómetro de Recursos Humanos, na hora de contratar, as empresas afirmam optar, em primeiro lugar, por profissionais com experiência até cinco anos (73%). Seguem-se, nas suas escolhas, os recém-licenciados (55%), os profissionais com experiência entre cinco a dez anos e, no final das suas preferências, surgem os profissionais com experiência entre dez a vinte anos (3%).

Segundo os resultados do barómetro, as principais fontes de recrutamento de profissionais da geração centennial são as universidades (63%) e as redes sociais (58%). Já em relação aos millennials, embora 45% das empresas revelem não ter atividades planeadas para as necessidades da referida franja geracional, 33% afirmam ter já iniciativas em curso que respondam às exigências desta geração e 22% referem que, ainda este ano, vão lançar medidas neste sentido.

Os resultados do estudo elaborado pelo Instituto Kaizen revelam que 65% das empresas em Portugal têm dificuldade em reter o talento. Para manterem os profissionais nas organizações, 78% das direções de recursos humanos acreditam que é fundamental apostar na formação e no desenvolvimento, 60% destacam a importância de aumentar o grau de autonomia e de responsabilidade e 48% indicam como medida prioritária o aumento dos salários dos colaboradores.

Centennials e millennials valorizam, das medidas implementadas pelas organizações, o aumento do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (65%), a necessidade de flexibilizar os horários de trabalho (53%), a flexibilidade do modelo de trabalho (45%) e a implementação de um espaço próprio na empresa para o seu desenvolvimento (25%).

De acordo com o barómetro, para 60% dos inquiridos o salário já não é considerado o principal atrativo das empresas. Os responsáveis de recursos humanos indicam que o desafio, a autonomia, a responsabilidade do cargo e os fringe benefits são, cada vez mais, valorizados pelos colaboradores. Por outro lado, 40% dos inquiridos continuam a considerar a remuneração o principal atrativo.

Quando questionados acerca do maior desafio atual na gestão de pessoas, 62% dos diretores de RH apontam a criação da cultura de compromisso e a promoção de uma performance de excelência e 20% referem a atração e retenção de talento. Apenas 10% considera a gestão do sistema de avaliação de desempenho e o plano de carreira um desafio. Aos restantes 8% preocupam-os a garantia de liderança.

 

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