Gerir pessoas com sucesso é uma arte. Saber empenhar, alinhar e concretizar os objetivos de todos, inclusive, aos nossos próprios objetivos… é uma tarefa árdua e que nunca tem fim.

Para conhecer as pessoas da nossa equipa convém entender a dinâmica individual de vida e de relacionamento de cada uma. Mais do que em qualquer situação, um gestor de equipa tem o dever de, pelo menos uma vez na vida, calçar os sapatos da sua equipa ou até mesmo, os sapatos individuais de cada pessoa – sem esquecer, claro, qual é o seu sapato e o número certo a que tem que regressar sempre.

Mas vamos pensar: o que sentimos quando calçamos os sapatos dos outros? Normalmente, “compreensão”.

Sentimos aqueles que estão muitos folgados ao nosso pé versus os que deixam o pé asfixiado de tão acanhado que está. Sentimos os que andam de saltos altos e os que calçam os sapatos rasos próximos ao chão. Conclusão: sentimos, compreendemos, sabemos.

Calçar os sapatos dos outros é um método de gestão de equipa que pode ser muito eficaz. Principalmente quando gerimos equipas à distância. Esta semana tive a primeira experiência de gestão de uma nova equipa noutro continente. Nova cultura, novas formas de trabalhar e de viver.  Mas os mesmos olhos e expectativas à procura de respostas: e agora, como vai ser? Como vamos fazer para ter sucesso?

Reparei que se sou preocupada e interessada que tudo corra bem, eles também são. A partilha da preocupação é o melhor ponto de começo numa relação com qualquer equipa. É a primeira garantia que estamos a partilhar o mesmo zelo, encorajamento e que só haverá uma emoção a sobressair-se neste instante: o apoio mútuo.

Aquela “dor de barriga” que nos faz pensar vezes e vezes sem conta na estratégia definida…. É o motor para a equipa alinhar-se, a confiança interpessoal conciliar-se com o empenho para acontecer… e o tempo levar-nos-á aos resultados esperados (ou quiçá, superar esses resultados!).

O importante é o resultado final: orgulho no bom trabalho que fizemos, em equipa.

Na minha perspetiva de gestão, o desenvolvimento real de cada pessoa da equipa (da qual faço parte e tenho o privilégio de gerir), fará com que as qualidades complementares de cada um componham o importante puzzle a que chamamos Talento em Equipa. E assim, não existem várias estrelas. A estrela é a equipa. E como qualquer estrela do nosso universo… “a estrela brilha quando a constelação tem brilho”.

Vamos a isto equipa, vamos lá brilhar.

Por Inês Vaz Pereira

 

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