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Ana Cristina Lourenço e Débora Santos Silva – Prémio 5 estrelas “A necessidade de mudança, a perseverança e a vontade de fazer mais e melhor são a chave do sucesso”

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Como nasce o Prémio 5 estrelas?
Todos nós, como consumidores, temos uma oferta vastíssima de produtos e serviços à nossa disposição no mercado. Todos eles nos dizem na sua comunicação que são bons e dão a entender que são os melhores, utilizando argumentos diversos.
Neste contexto, sentimos a necessidade de apresentar ao mercado uma forma de identificar facilmente produtos muito bons, dando aos consumidores a garantia de que estarão a fazer a escolha acertada. Criámos então uma metodologia, testada pelo público, que serve não só as marcas na sua comunicação, mas também os consumidores no seu dia-a-dia. A nossa experiência em certificações privadas, a nível nacional e internacional, acrescida do recurso a parceiros nas áreas dos estudos de mercado, do consumo e do marketing, permitiu-nos criar uma metodologia que cumpre estes objetivos. Identificámos as 5 variáveis que influenciam as pessoas nas suas decisões de compra, criámos o método, apresentámos à Nielsen que a validou e assim nasceu o Prémio Cinco Estrelas.

Qual o vosso percurso profissional?
Ana Cristina Lourenço, Licenciada em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, com especialização em Marketing e comunicação, iniciei o meu percurso profissional nos anos 90 numa agência de publicidade, onde geria contas como o grupo Mocar, Pingo Doce e Sagres. Mais tarde foi responsável de comunicação da TMN e pelo lançamento no mercado das marcas Novis e Clix, do grupo Sonae.
Desde 2010 estou ligada a projetos na área das certificações de marketing.
Débora Santos Silva, Licenciada em Comunicação Empresarial pelo Instituto Superior de Comunicação Empresarial com pós-graduação em gestão pela Universidade Lusíada. Iniciei a vida profissional em agências ao nível de operações no comércio, produção e organização de eventos. Passei pelo setor das telecomunicações e desde 2004 tenho colaborado com projetos de certificação privada, tendo assumido a direção executiva no mercado nacional e a coordenação de alguns mercados internacionais.
Juntas, em 2015, fizemos nascer o Prémio Cinco Estrelas, sendo ambas partners do projeto.

Este projeto é o resultado de uma vontade de mudança de vida, pelo menos para uma das 2, certo? Porquê essa necessidade?
O Prémio Cinco Estrelas é o resultado de uma vontade de mudança para as 2, pois ambas sentimos que era o momento de criar um projeto de raiz, à medida do que realmente acreditamos que faz sentido no nosso mercado.
Juntámos a vontade e as competências que desenvolvemos ao longo dos anos e começámos a trabalhar para conceber e implementar um sistema de avaliação de produtos, serviços e marcas que, acreditámos, faltava no mercado.

Acham que se deve ao facto de serem mulheres?
Ao nível do empreendedorismo, conhecemos casos de sucesso de projetos liderados tanto por mulheres como por homens. Que a maioria das mulheres tem uma grande capacidade de trabalho e organização, parece-nos uma realidade. Talvez porque cultural e tradicionalmente estão habituadas a gerir várias coisas em simultâneo, como a casa, os filhos e a vida profissional.
Mas acima de tudo acreditamos que a necessidade de mudança, a perseverança e a vontade de fazer mais e melhor são a chave do sucesso, seja este em que escala for. Se estas características se aplicam mais às mulheres não sabemos. No nosso caso foi assim.

O que ganharam com esta iniciativa? E o que perderam?
Sem dúvida que ganhámos experiência a um nível diferente do que estávamos habituadas. Quando trabalhamos por conta de outrem não vemos com a mesma facilidade (e necessidade) o cenário completo ao nível da gestão. Não só a gestão do projeto em si, mas o impacto que tem na vida e do futuro da empresa, e de todos os players com quem lidamos, sejam clientes, fornecedores ou colaboradores.
Ganhámos também a capacidade de ver mais longe. Um projeto próprio obriga-nos a pensar mais à frente do que a gestão mais imediata. O futuro está sempre mais presente.
Não consideramos que tenhamos perdido nada. Podemos sim dizer que fizemos escolhas quanto à forma como investimos o nosso tempo e as nossas energias.
Podemos assim concluir que o balanço é, sem dúvida, positivo.

O que foi mais difícil?
Tomar a decisão de avançar foi, sem dúvida a primeira grande dificuldade, pois a criação de um negócio próprio tem implicações a nível pessoal e toda a estrutura familiar tem que estar preparada.
Tomada a decisão, o primeiro desafio foi criar uma metodologia realmente completa e rigorosa, que trouxesse mais valias tanto para as empresas como para os consumidores. Este desafio foi claramente ultrapassado, quando apresentámos a metodologia que proponhamos à Nielsen Portugal e a resposta foi “Parabéns!”.
A partir desse momento, deparamo-nos todos os dias com novos desafios, que só são possíveis de serem superados porque temos uma equipa coesa e muito profissional que acredita neste projeto tanto quanto nós próprias.
Em jeito de resumo, o nosso principal desafio foi o de encontrar as pessoas certas para nos ajudarem a liderar o projeto certo. 

Qual a qualidade que acham que foi mais importante para fazerem deste projeto o sucesso que é hoje?
Podemos dizer que para o Prémio Cinco Estrelas ter a notoriedade que tem hoje, com menos de 3 anos de mercado, contribuíram essencialmente 2 fatores: a experiência que temos neste setor e as mais valias que cada elemento da equipa trás para o projeto.
A experiência ao nível das certificações de marketing deu-nos um conhecimento do mercado muito vasto, que nos permitiu identificar com facilidade o que as empresas e os consumidores mais valorizam.
Mas sabemos que apenas a experiência não chega. Perseverança, capacidade de trabalho, motivação e sobretudo seriedade foram essenciais para que o Prémio Cinco Estrelas se consolidasse no mercado. Hoje, podemos dizer que em menos de 3 anos conseguimos construir uma marca de referência no mercado das certificações de marketing, com a qual as marcas se identificam e as pessoas gostam de se relacionar.
Todos os dias dizemos que o nosso maior ativo são os nossos amigos, pois não consideramos que temos clientes, fornecedores, parceiros, nem mesmo colaboradores.

O que diriam aos profissionais que tem medo de arriscar?
Ter medo é normal. É o que faz de nós seres humanos, responsáveis, que ponderam os prós e os contras antes de tomarem decisões estruturais.
Aliás, o receio é exatamente o que nos faz pensar estrategicamente evitando que se deem passos maiores que as pernas, e deve acompanhar-nos ao longo de todo o processo. Mas o receio não nos pode impedir de andar, mesmo que com passadas mais comedidas.
A jeito de recomendação, diríamos que é necessário arriscar, é claro que de forma controlada; é preciso errar, mesmo que esteja tudo muito planeado e controlado existem sempre fatores que não controlamos; e é fundamental acreditar e gostar muito daquilo que fazemos, para podermos encarar os problemas como verdadeiras oportunidades, os obstáculos como desafios e as vitórias como sendo apenas a primeira de muitas a alcançar.

 

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