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6 Medidas para criar uma cultura de autodesenvolvimento permanente nos seus colaboradores

No contexto de gestão de tempo o autodesenvolvimento é uma atividade do quadrante “muito importante” mas “pouco urgente”.


Autor: João Nogueira Santos
Cofounder & CEO Learninghubz

Sabemos que as atividades com esta tipologia devem ser agendadas e terem tempo protegido de distrações, caso contrário, acabam por ser sistematicamente preteridas por atividades mais urgentes.

Na formação em sala o problema da gestão de tempo não se coloca: há sempre um agendamento e um local próprio para a sua realização.

Já na nova realidade do autodesenvolvimento baseado em recursos de eLearning internos ou on-line, o problema é real e evidente: não há agendamento e para agravar o problema, estes recursos estão acessíveis através do computador, tablet ou smartphone, onde precisamente os colaboradores são alertados permanentemente para tarefas urgentes e distrações.

Nas organizações mais bem sucedidas na criação de uma cultura de autodesenvolvimento, é claro para todos os colaboradores e lideranças que estes devem planear na sua agenda um espaço de tempo dedicado e protegido de “distrações” para foco no seu desenvolvimento, e que essa reserva de tempo e foco faz parte do seu job description. E na sua organização?

6 Medidas para criar uma cultura de autodesenvolvimento permanente.

  1. Oferecer acesso a recursos eLearning (internos e on-line) de qualidade que respondam a um largo espectro de necessidades de desenvolvimento dos colaboradores. Dar acesso ao Youtube, Coursera e outros MOOCs dentro da empresa é um passo essencial.
  2. Instruir colaboradores a reservarem um período de tempo da sua agenda para autoformação explicando-lhes que é esperado destes uma atitude proactiva na identificação das suas necessidades de formação e dedicação de tempo para o seu autodesenvolvimento.
  3. Convidar a chefias para fazer coaching de autodesenvolvimento: identificar necessidades de formação dos seus colaboradores, recomendar recursos formativos, reservar-lhes tempo para o seu autodesenvolvimento.
  4. Promover regularmente através de newsletters ou outros meios de comunicação interna os recursos para autodesenvolvimento disponibilizados pela empresa, incentivando uma atitude proactiva na formação. 
  5. Estabelecer um KPI de formação de tempo para autodesenvolvimento (ex: 35h/ano). Os KPIs clarificam o que é esperado do colaborador ajudando-o a gerir as suas prioridades.
  6. Envolver top management na promoção ativa de uma learning culture. A liderança tem um papel fundamental na comunicação e gestão da mudança.

 

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