Como integrar o Mindfulness no seu local de trabalho

Cenário:
Está sentado em reunião na segunda-feira de manhã, e os seus pensamentos começam a divagar pelo passado (talvez o filme que viu com seus filhos no fim de semana) ou pelo futuro (talvez na próxima reunião). De repente, percebe que não está realmente presente na reunião.

Soa-lhe familiar?

Passamos uma boa parte do nosso tempo revivendo o passado e/ou projetando o futuro. E embora recordar e planear, sejam actividades importantes, podem interferir com a nossa produtividade. Quão mais eficazes seríamos se estivéssemos totalmente presentes AQUI E AGORA?

Atenção plena/Mindfulness – é a consciência do momento presente sem emitir qualquer julgamento – é uma ferramenta poderosa para estimular a nossa atenção. Através da atenção plena, aprendemos a filtrar as distrações e a concentrar-nos na tarefa que temos em mãos.

A atenção plena é uma prática meditativa (por exemplo, meditar sentado todas as manhãs) mas também é uma forma de estar no mundo (por ex., trazer toda a nossa atenção para aquela reunião da manhã). O poder da atenção plena é que ao praticarmos regularmente, começamos a transformar a forma como nos relacionamos e nos envolvemos com a nossa própria vida e com o que nos rodeia.

Começamos a aparecer e estar totalmente presentes.

Quando podemos estar mais presentes no trabalho, podemos fazer mais coisas no trabalho, o que significa que podemos ter tempo para relaxar e desfrutar a família quando chegarmos em casa. Não temos que nos preocupar com todas as coisas que não foram feitas no escritório.

Como o vamos fazer?

PRATICANDO. Porque ficamos bons naquilo que praticamos. Quanto mais praticarmos foco e concentração, mais FORTALECEMOS o músculo da atenção plena (através de caminhos neuronais, fortalecidos no cérebro).

E isto significa que podemos fazê-lo TODOS os dias!!

COMO? Tem aqui cinco maneiras simples :

  1. Desligar o piloto-automático

Durante parte do seu percurso matinal, desligue o rádio e preste atenção aos sons ao seu redor. Resista ao desejo de verificar os e-mails nos sinais vermelhos.

O professor de Meditação mundialmente conhecido, Thich Nhat Hanh, sugere que vejamos os sinais vermelhos como convites à atenção plena, em vez de irritações ou obstáculos. Deixe que o sinal vermelho seja um lembrete para estar um momento com sua atenção focada na respiração – apenas três respirações profundas no seu percurso matinal, podem ajudá-lo a começar o dia mais tranquilo, presente e consciente.

  1. Encontre aquilo que o Move, o seu MOJO

Estudos científicos comprovam que o facto de termos um propósito com significado, é em si um componente basilar do nosso bem-estar mental.

Simon Sinek, conta a história de dois pedreiros – um deles, quando questionado: “Gosta do seu trabalho?”, ele descreve a monotonia, a dificuldade do trabalho e a frustração dia após dia num projeto que poderá nunca ver terminado. O outro pedreiro, quando lhe é feita a mesma pergunta, diz: “Eu amo o meu trabalho. Estou a construir uma catedral”.

Tenha bem ciente qual é o seu MOJO. Porque faz o trabalho que faz? Trazer propósito às suas tarefas diárias, permite que trabalhe com intenção e autenticidade. É o que faz a diferença entre colocar tijolos e construir uma catedral.

  1. O poder de uma pausa consciente

Pelo menos duas vezes durante o dia, faça uma pausa consciente. Afaste-se do seu computador e telemóvel, feche os olhos e, durante 1-2 minutos, concentre a atenção na respiração. Onde sente mais as sensações da respiração – no nariz, no peito ou no abdómen? Que pensamentos e emoções estão presentes? Quais são as sensações corporais presentes? Consegue identificar zonas do corpo onde sente alguma tensão? Consegue relaxar?

Esta prática simples pode ajudá-lo a tomar consciência de pensamentos e emoções antes que estes o dominem.  Ajuda-o a treinar a sua atenção e a libertar todo o stresse acumulado durante o dia.

  1. Refeição consciente

Com que frequência trabalha durante o almoço? Podemos pensar que somos mais produtivos quando trabalhamos num projeto durante horas, mas precisamos de pausas mentais após 45-60 minutos de foco cognitivo intenso. Torne a sua pausa para almoço um verdadeiro break – saia e faça uma curta caminhada, tenha uma conversa com os colegas, ou simplesmente aproveite um pouco do seu tempo sozinho. Muitas vezes, é nessas pausas mentais que insights e soluções criativas nos chegam.

  1. Escuta consciente (activa)

Ouvir envolve muito mais do que simplesmente ouvir. Quando alguém está a falar consigo, está a dar-lhe atenção, ou já está a pensar na sua resposta? Está tentar compreender a perspectiva do outro, ou já assumiu que sabe o que o outro pensa e como as suas frases irão acabar? Com a atenção plena, praticamos a escuta activa de outra pessoa e tentamos verdadeiramente compreender o que está a dizer. Nós damos tempo às pausas nas conversas para que possamos responder de forma autêntica e ponderada. Se não está claro o que alguém lhe está a dizer, pergunte: “Podemos parar um momento para que eu possa certificar-me de que o estou a perceber?”

Imagine o quão mais eficazes seriam as nossas reuniões, se todos estivessem efectivamente presentes e ouvissem os outros sem emitir qualquer julgamento.

 

POR: Mafalda Mendes de Almeida
Mindfulness facilitator & bloomer
www.bloomeditacao.com 

 

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Setor II da Quinta da Fonte renova-se para melhorar o bem-estar dos funcionários

QUANDO O TRABALHO NÃO É TUDO

A tendência e inovação mundiais apontam numa nova forma de pensar os locais de trabalho, onde se colocam as pessoas como prioridade na gestão dos mesmos, segundo o serviço de gestão de ‘comunidade sustentável’, criado pela Cushman & Wakefield. Este programa tem como foco de ação trabalhar a comunidade de pessoas que passam os seus dias nos edifícios de escritórios, criando valor através de comunicação interna, eventos, serviços e estruturas de suporte para melhorar o dia-a-dia da comunidade das empresas residentes.

A ‘comunidade sustentável’ visa transformar os escritórios em espaços inovadores em termos de vivência e bem-estar. Mais do que um local de trabalho, pretende-se que os edifícios sejam espaços que tornem a vida de quem lá “habita” ainda mais fácil e equilibrada, potenciando o sucesso pessoal e empresarial sustentável. Os níveis de satisfação dos ocupantes têm sido bastante altos, assim como a sua retenção nos edifícios.

De acordo com o estudo “Well Workplace”, no futuro irão proliferar mais funções nas empresas que relacionarão recursos humanos e a gestão do espaço de escritórios com os community managers, que usarão ferramentas analíticas, tecnologia e métricas específicas para avaliar a satisfação dos colaboradores.

Por isso mesmo, o Setor II da Quinta da Fonte, centro de empresas situado em Oeiras, renovou a sua imagem e apresenta-se agora como Q The Office Park. Fundos geridos pela Oaktree Capital Management L. P., juntamente com seu parceiro local INTERNOS Global Investors, adquiriram o espaço em 2015 e fizeram um investimento significativo no parque com vista a melhorar o bem-estar dos funcionários das PME nela instaladas.

O lançamento do Q The Office Park aconteceu dia 11 de outubro pelas 12h30 e contou com a presença de representantes dos proprietários. Uma das empresas sediadas, a ABB, também apresentou o seu caso de sucesso sobre o impacto positivo das mudanças actuais no parque e os benefícios diretos no seu ambiente de trabalho.

Repensado para ser ´O Novo Centro de Escritórios para Pessoas Extraordinárias´, o Q The Office Park vem dinamizar o Setor II da Quinta da Fonte, destinado a acolher as PME que procuram locais extraordinários para trabalhar.

Composto por nove edifícios (sete no Setor II e dois no Setor I) com área de 32.700m2 de escritórios amplos, 1.200 lugares de estacionamento e espaços verdes requalificados, o Q The Office Park passa a contar com a um leque de serviços completamentares, como quiosques de concierge de apoio a pequenas tarefas do dia-a-dia, Food Trucks para refeições e take away, animação e eventos, como workshops e business drinks, aulas de fitness no ginásio Holmes Place ou nos espaços verdes renovados.

Para Maria do Carmo Paias, Senior Asset Manager da Internos, “o investimento no bem-estar é essencial para atrair as PME extraordinárias, ajudando-as a reter o seu capital humano”.

A recente construção do bypass rodoviário é um esforço conjunto dos proprietários da Quinta da Fonte por forma a corresponder às expectativas das empresas ocupantes, promovendo uma melhor circulação entre setores e uma melhoria na hora de saída do trabalho e na qualidade de vida.

As empresas imobiliárias envolvidas na promoção do Q The Office Park, Aguirre Newman e CBRE, defendem que um bom ambiente laboral melhora a produtividade e posiciona a qualidade dos espaços arrendados. Idealmente, e segundo as tendências mundiais, os escritórios devem permitir que os ocupantes conciliem trabalho e saúde, o que permitirá melhores resultados.

Mais news:




Reduzir acidentes de trabalho e melhorar ambiente com We@Work

A Atos, empresa líder na área da transformação digital, lidera o consórcio europeu We@Work cujo objetivo é ajudar os trabalhadores e os empresários a alcançarem um ambiente de trabalho mais saudável e seguro, através da utilização de tecnologias como a Big Data  e os  wearables. O novo sistema utiliza os dados dos sensores, as tecnologias de segurança e de ergonomia, bem como as tecnologias de informação e comunicação, para monitorizar os trabalhadores, identificar e lançar alertas preventivos de eventuais perdas de capacidade e riscos inerentes aos postos de trabalho, facilitando a autogestão e permitindo que os trabalhadores possam beneficiar de um ambiente de trabalho mais saudável.

Reduzir custos sociais e evitar erros humanos
O custo derivado dos acidentes de trabalho e dos demais problemas de saúde relacionados com o trabalho representam entre 2,6% a 3,8% do PIB europeu. Nos EUA só o stress associado ao trabalho é responsável por prejuízos de mais de 300 Milhões de dólares por ano. Além da perda de qualidade e da redução dos níveis de produtividade, um posto de trabalho mal concebido pode gerar um custo direto de mais de 50 mil euros numa única empresa.

Segundo os estudos mais recentes, o erro humano está na origem da maioria dos acidentes de trabalho, especialmente entre os operadores de maquinaria pesada e dos condutores de camiões. Demonstrou-se igualmente que a implementação de iniciativas com vista a melhorar os níveis de saúde e bem estar nas empresas, contribui não só para reduzir os níveis de absentismo laboral entre os 25% e os 40%, como para além disso promove o aumento dos níveis de produtividade em geral.

O projeto
Os avanços da tecnologia de sensores, a aquisição de dados móveis e as metodologias de avaliação de riscos conjugados com a análise de Big Data, permitem às empresas avaliarem os riscos que envolvem o local de trabalho, incluindo os riscos de acidentes de trabalho e de operar maquinaria pesada e perigosa a custos acessíveis.

O projeto We@Work visa transformar o atual paradigma de saúde e prevenção dos riscos no trabalho com a implementação de um serviço que permita a autogestão da saúde aos trabalhadores e promova o aperfeiçoamento da operacionalização do seu posto de trabalho.  Este serviço assegurará a capacidade psicofísica da equipas para operarem nos cenários mais exigentes, permitindo identificar atempadamente os sintomas de fatiga, prevenir transtornos músculo-esqueléticos inerentes a posturas inadequadas, criando de igual modo sistemas individuais e personalizados que possibilitem evitar o stress e promover o bem estar no trabalho. A plataforma estará pronta antes do final de 2017, prevendo-se que se venham a realizar pilotos no Hospital Universitário de Karolinksa na Suécia e na sede da Atos Espanha durante 2018.

O consórcio é liderado pela Atos Espanha, pela Philips Research, pela Quiron Prevención, e peloInstituto Karolinksa KTH-Kungliga Tekniska Högskolan, Z-Health Technologies (Z-HT), pela província de Estocolmo e pelo Hospital Universitário Karolinska. Outras aplicações como a Pocket mHealth da Atos, em conjunto com a plataforma Phillips HealthSuite na cloud irão permitir gerir as tecnologias e os dados  dos dispositivos portáteis de monitorização, como as peças de vestuário com sensores Z-HT e os sensores de movimento, bem como os sinais fisiológicos integrados no Phillip Health Watch.

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Um em cada dois colaboradores perceciona as novas tecnologias como uma ferramenta útil na melhoria dos hábitos alimentares

Questionário “FOOD 2017”: A 5ª edição do questionário “FOOD” concluiu que quer os colaboradores das organizações, quer os proprietários dos restaurantes se encontram mais atentos ao equilíbrio nutricional das refeições que ingerem, no período de almoço, ao longo dos últimos anos.

Coordenado pela Edenred, o Programa FOOD (Fighting Obesity through Offer and Demand – Combater a Obesidade através da Oferta e da Procura) inquiriu este ano mais de 20.000 colaboradores – praticamente duas vezes mais quando comparado com o ano de 2016 – e perto de 1.300 proprietários de restaurantes, em oito países da Europa: Áustria, Bélgica, República Checa, França, Itália, Portugal, Eslováquia e Espanha. Os resultados do questionário foram apresentados no passado dia 19 de outubro, no decorrer do webcast #LetsTalkFood, organizado pela Edenred, e durante uma conferência no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Desde o ano de 2012 que a Edenred promove o questionário “FOOD”, a nível europeu, com o objetivo de, por um lado, avaliar as necessidades alimentares dos colaboradores das organizações e, por outro, de motivar os proprietários dos restaurantes a disponibilizarem refeições mais equilibradas, do ponto de vista nutricional. As tendências verificadas nos últimos anos revelam um aumento significativo da consciencialização, entre fornecedores e consumidores, dos benefícios associados à adoção de hábitos alimentares mais equilibrados.

Este ano, o questionário “FOOD” atribuiu uma maior relevância aos meios e ferramentas que promovem uma crescente consciencialização para a importância da adoção de hábitos alimentares saudáveis, particularmente no que respeita ao papel que as novas tecnologias podem desempenhar nesse âmbito.

De acordo com o “FOOD 2017”, metade dos colaboradores de empresas inquiridos (50%) acredita que as novas tecnologias podem constituir uma ajuda no momento da adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e cerca de metade dos proprietários dos restaurantes (46%) confirma que essas tecnologias podem ser úteis no encontro de uma resposta mais eficiente aos pedidos de refeições mais equilibradas, por parte dos seus clientes. Esta questão relacionada com as novas tecnologias gerou, aliás, diferentes respostas entre os países envolvidos no estudo: enquanto metade dos colaboradores de empresas em Portugal, na Eslováquia, em Itália, em Espanha e na República Checa identificam as novas tecnologias como uma ferramenta útil na adoção de uma alimentação mais equilibrada; em França, 42% dos colaboradores que participaram no estudo não reconhecem essa utilidade. Por sua vez, os proprietários dos restaurantes desses países revelaram pontos de vista semelhantes: enquanto um em cada dois proprietários de restaurantes em Portugal, Espanha, Eslováquia e Itália perceciona as novas tecnologias como uma ferramenta útil na melhoria dos hábitos alimentares, 87% dos proprietários de restaurantes, em França, discordam deste ponto de vista.

Adotar uma dieta saudável e equilibrada: uma preocupação para os colaboradores das organizações
Os snacks a meio da manhã/tarde são já um hábito para os colaboradores das empresas, a nível europeu, uma vez que 72% desses inquiridos afirmou que leva esse tipo de snacks diariamente para o seu local de trabalho. Esta realidade é ainda mais expressiva em países como Portugal e a Eslováquia, nos quais essa afirmação é confirmada por 80% dos colaboradores. São também, cada vez mais, os colaboradores de organizações na Europa que valorizam a qualidade das suas refeições, no período de almoço: três em quatro colaboradores afirmou que esse é o primeiro critério no momento da escolha do restaurante em que pretendem almoçar. O mesmo critério é também considerado por um em cada dois colaboradores, no momento da escolha das diferentes opções disponibilizadas nos menus dos restaurantes. Esse critério surge como o segundo mais importante, imediatamente a seguir ao desejo de comer um determinado alimento ou um determinado tipo de cozinha e à frente do fator preço.

Relevantes diferenças culturais foram identificadas sobre esta questão:
87% dos colaboradores italianos consideram que o equilíbrio nutricional das refeições servidas é um importante critério na seleção do restaurante versus 61% dos colaboradores checos. A mesma disparidade foi observada na escolha do pedido: 73% dos inquiridos espanhóis têm em conta o equilíbrio nutricional da sua refeição quando selecionam uma opção das várias disponibilizadas no menu de um restaurante; essa consideração apenas é tida em conta por 28% dos colaboradores de França.

Proprietários de restaurantes cada vez mais envolvidos
Os proprietários dos restaurantes confirmam que o crescente interesse dos seus clientes em opções de menus mais saudáveis, nos últimos anos. Entre 2012 e 2016, a percentagem de proprietários de restaurantes que observaram um aumento de pedidos de refeições mais equilibradas aumentou quase 20 pontos percentuais (de 17%, em 2012, para 36%, em 2016). Esta percentagem diminuiu ligeiramente em 2017, mas ainda assim mantém-se elevada (30%). Simultaneamente, apenas uma percentagem marginal de proprietários de restaurantes (cerca de 2%-3% em cada ano, com exceção de 2013, em que essa percentagem se situou nos 9%) notou uma diminuição na procura de refeições saudáveis. Estes números confirmam que, de um modo geral, os colaboradores das organizações estão focados na adoção de comportamentos alimentares mais saudáveis.

“Enquanto empresa responsável pela criação dos títulos de refeição, a Edenred tem sido, desde a sua fundação, o ponto de convergência entre os proprietários dos restaurantes, os colaboradores e as empresas. Atualmente, um bilião de refeições são servidas, anualmente, com os nossos títulos de refeição, o que nos confere uma vantagem adicional no que respeita à avaliação dos hábitos alimentares adotados no local de trabalho. Em virtude da digitalização desses títulos sob a forma de cartões e de transações móveis, a Edenred encontra-se melhor posicionada do que nunca para promover o acesso a refeições saudáveis e equilibradas”, afirma Bertrand Dumazy, Chairman e Chief Executive Officer da Edenred.

“Enquanto fonte de informação e ferramenta educacional, as novas tecnologias e, particularmente as aplicações móveis oferecem abordagens promissoras na promoção de uma alimentação equilibrada, no dia-a-dia de trabalho. O questionário “FOOD 2017” revela que para os colaboradores das empresas e para os proprietários dos restaurantes essas tecnologias são um elemento-chave nessa promoção”, conclui Nathalie Renaudin, Coordenadora do programa FOOD.

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PHC Software reforça a aposta na felicidade dos seus colaboradores

Novo programa My Happiness integra a estratégia da empresa para desenvolver a atitude para a felicidade nos seus colaboradores

A multinacional portuguesa PHC Software apresenta o programa My Happiness, desenvolvido com o objetivo de trabalhar a atitude para a felicidade dos seus colaboradores em linha com a política de cultura organizacional profissionalizada da empresa.

Este projeto enquadra-se na importância estratégica que a PHC Software atribui à atitude para a felicidade dos seus colaboradores, considerada um fator relevante ao nível da inteligência emocional e tratando-se de um promotor de saúde e bem-estar que tem um contributo direto em quatro fatores chave do desenvolvimento do programa: a autoestima, o otimismo, as relações interpessoais e a autorrealização.

“O My Hapiness demonstra de que continuamos a investir na felicidade das pessoas. Temos uma cultura organizacional profissional com foco especial na identificação e na atitude para a felicidade de quem trabalha connosco. Queremos que a PHC continue a ser uma empresa espetacular para trabalhar”, salienta o CEO da PHC Software, Ricardo Parreira.

Com nove meses de duração, o programa inicia-se com diversos focus group e inclui um assessment individual com o objetivo definir o indicador de bem-estar de cada um dos participantes em relação aos quatro fatores associados à felicidade. O My Happiness desenvolve-se igualmente um conjunto de iniciativas, das quais fazem parte reuniões de preparação, iniciativas temáticas, sessões de mindfulness, um mural de felicidade, entre outras.

O My Happiness continua o investimento da empresa na atitude para a felicidade e reforça a importância dada ao bem-estar dos seus colaboradores.

Recorde-se que a PHC Software foi considerada recentemente a segunda empresa mais feliz em Portugal, na sexta edição anual do estudo Happiness Works. A empresa foi distinguida como a empresa tecnológica mais feliz em Portugal, sendo a única representante do setor entre as dez mais felizes. O ranking da edição de 2017 distinguiu, pela seguinte ordem, a Hilti Portugal, PHC Software, Omega Pharma Portugal, grupo Your, Solfut, Real vida Seguros, Mendes Gonçalves, F. Fonseca, Novo Oculista de Loures e, por último, a Selmatron.

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EDENRED avalia hábitos alimentares da população ativa na Europa

Responsável pelo programa FOOD (Fighting Obesity through Offer and Demand – Combater a Obesidade através da Oferta e da Procura), a Edenred irá inquirir consumidores e proprietários de restaurantes de oito países da Europa – Áustria, Bélgica, República Checa, França, Itália, Portugal, Eslováquia e Espanha – nos meses de julho e agosto de 2017, sobre os seus hábitos alimentares diários. Os resultados deste questionário anual serão apresentados no decorrer de uma conferência, no Parlamento Europeu, agendada para dia 19 de outubro de 2017.

Há mais de uma década que, a Edenred assumiu o compromisso de promover uma dieta equilibrada e saudável, nomeadamente através do lançamento do questionário anual subjacente ao programa FOOD. Criado, em 2009, por iniciativa da Edenred, o consórcio “FOOD” conta hoje com o apoio de 26 organizações públicas e privadas1 na resposta ao crescente flagelo da obesidade na Europa. Realizado desde 2012, o questionário “FOOD” tem como objetivo compreender e analisar as necessidades da população ativa (trabalhadores) e incentivar os restaurantes a disponibilizar refeições mais saudáveis e equilibradas.

As tendências verificadas nos últimos anos revelam um aumento significativo da consciencialização da importância de uma dieta alimentar equilibrada, quer entre fornecedores, quer entre consumidores. Em 2016, cerca de 12.000 trabalhadores e 1.500 restaurantes de 8 países da Europa participaram no questionário “FOOD”. Os resultados revelaram que a qualidade nutricional das refeições disponibilizadas são um fator importante ou extremamente importante, no momento da escolha de um restaurante para almoçar, para cerca de 80% dos trabalhadores inquiridos; um aumento de oito pontos percentuais, desde 2012, ano em que se iniciou o questionário “FOOD”.

Em 2017, a Edenred encontra-se a inquirir online funcionários e proprietários de restaurantes de oito países – Áustria, Bélgica, República Checa, França. Itália, Portugal, Eslováquia e Espanha – entre os meses de julho e agosto. Este ano, o questionário inclui uma seção “inovadora”, com questões específicas sobre ferramentas digitais, tais como Apps e websites, que promovem uma dieta alimentar saudável e equilibrada.

 

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EXCLUSIVO: A importância da Gestão das Pessoas nas organizações

ORGANIZAÇÕES POSITIVAS E PESSOAS POSITIVAS.

 

Autora: Leonor Almeida – Coordenadora do Mestrado em Gestão do Potencial Humano do ISG.

 

Neste novo Milénio muito se tem refletido sobre a gestão das pessoas nas organizações. Novos paradigmas se impõem para fazer face à ineficácia dos anteriores modelos que, num contexto de mudanças com alterações de crescente envergadura e com cada vez mais impacto na vida das pessoas e das organizações, se têm revelado ineficazes.

Questões como: Qual o papel do trabalho, das organizações e do estado nas sociedades contemporâneas? Quais os riscos para as pessoas, para as famílias e para a sociedade de uma política de descartabilidade dos recursos humanos? São questões de importância primordial se considerarmos que as consequências do desemprego estão longe de se limitar ao aspeto económico. Estas consequências podem ser arrasadoras veja-se, por exemplo, a incidência de depressões em desempregados.  Tal não nos surpreende se considerarmos a importância que as nossas sociedades contemporâneas atribuem ao trabalho. Para além dos rendimentos,  o trabalho é uma fonte de realização e prestígio para o indivíduo e a sua família. O trabalhador do séc. XXI espera muito mais do trabalho e das organizações do que uma compensação financeira, procurando realização profissional, prestígio, poder, realização pessoal, crescimento, desenvolvimento. O que não nos surpreende, se considerarmos que o Homem é um ser simultaneamente racional, emocional e espiritual.

As alterações tecnológicas aliadas a uma maior escolarização têm revolucionado profundamente o mundo do trabalho, as perceções e expectativas  dos trabalhadores , tornando os colaboradores das organizações muitíssimo mais exigentes. Desta forma, se queremos captar colaboradores de excelência para as nossas organizações teremos que ir ao encontro destas novas expectativas, caso contrário, teremos que nos contentar em não acrescentar valor ás nossas organizações e deixar esse potencial para a concorrência.

Se o trabalho é um dos papéis mais salientes na vida dos indivíduos na maior parte das sociedades ocidentais, toda a reflexão que dedicarmos a este tema é seguramente da maior relevância. Ser feliz no trabalho é, sem dúvida, um elemento determinante para o bem estar geral e para a tão ambicionada,  almejada, Felicidade do ser Humano. Se há característica que é transversal a toda a Humanidade é a pretensão de ser Feliz.   .

Na perspectiva da Psicologia Positiva, com base vincadamente Humanista,   acreditamos no imenso potencial  do ser humano, na capacidade de todos os indivíduos poderem vir a ser capazes das melhores realizações. Nesta óptica, a crença nos aspectos positivos do ser humano é absolutamente inabalável, mesmo num mundo a delirar onde muitas vezes nos questionamos o que se passa com o Homem e a Sociedade.

Podemos estimular o que há de melhor nas pessoas e nesse caso são capazes de feitos extraordinários, de se exceder a si próprias,  como também se pode fazer vir à tona o pior dos indivíduos e, nessas circunstâncias, poderemos assistir às maiores atrocidades. É exatamente o que acontece nas organizações, à sua escala: organizações que despoletam, desenvolvem e reforçam forças e virtudes nas pessoas ou, pelo contrário, promovem a indolência social. Assim, as organizações que potenciam o que de melhor têm os indivíduos  são Organizações Positivas. Nestas organizações, com gestão positiva, os trabalhadores sentem que há equilíbrio entre as necessidades económicas  e  práticas que sustentam um coletivo social saudável como por exemplo a ajuda e encorajamento aos mais fracos a justiça organizacional ou o incentivo à competição saudável.

Considerando que, actualmente, o poder está no Conhecimento, os detentores do conhecimento não podem ser geridos nos moldes tradicionais , ou seja ,como se apenas se tratassem de seres puramente racionais, que trabalham em função de interesses puramente económicos. Há que considerar os membros organizacionais como seres caracterizados por várias facetas: cognitiva/racional, emocional e espiritual e integrar todas estas dimensões nas práticas de gestão das pessoas nas organizações.

Deixo o leitor com algumas perspectivas que se afiguram primordiais sobre o futuro do mundo do trabalho e das organizações e que visam promover a reflexão sobre o seu impacto na gestão das pessoas nas organizações:  

  • O mundo do trabalho e das organizações continuará a sofrer profundas alterações.
  • Muitos novos empregos serão criados e alguns dos velhos eliminados. Os novos empregos exigirão maiores níveis de sofisticação tecnológica.
  • Cada vez mais será necessário um aumento das competências académicas requeridas para os trabalhadores do futuro serem bem sucedidos.
  • No futuro, os trabalhadores não mudarão apenas mais vezes de emprego, mas mudarão mais frequentemente o tipo de trabalho que fazem.
  • Devido à rápida necessidade de atualização acerca dos empregos, a internet tornar-se-á a ferramenta principal na procura e oferta de emprego.
  • A formação e a reciclagem serão um requisito de vida. Muita desta formação terá lugar em locais de trabalho ou em realidade virtual.
  • Os trabalhadores adquirirão muitas das suas novas competências através da utilização à distância via Internet.
  • Embora seja requerida mobilidade geográfica a muitos trabalhadores, muitos empregos serão descentralizados inclusivamente para outros países.
  • Organizações Positivas e Pessoas Positivas são o nosso desafio na Gestão das Pessoas!

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Randstad leva flexibilidade do mercado de trabalho ao Fórum da OCDE

Mais flexibilidade, maior agilidade e capacidade de adaptação. São estas as características que a Randstad defende que o mercado de trabalho deverá ter no futuro para ser possível atingir competitividade e sustentabilidade.

As ideias foram apresentadas pelo CEO da Randstad, Jacques van den Broek, durante o Fórum Anual da OCDE, que reúne líderes políticos, da sociedade civil e empresários nos dias 6 e 7 de junho, em Paris.

O líder global da Randstad apresentou a visão da empresa relativamente aos desafios do mercado de trabalho e a forma como as empresas estão a mudar nos painéis “The Gig economy” e “Inclusiveness in the Future of Work’”.

Atualmente, os serviços personalizados e online estão presentes nas empresas e afiguram-se cada vez mais fundamentais para o desenvolvimento global. A relação de trabalho tradicional está a ser substituída por uma diversidade de formas de emprego mais ágeis e adaptáveis, ao mesmo tempo que se assiste ao aparecimento do conceito de economia on-demand. A flexibilidade laboral, no que concerne a contratos, tempo e localização está no centro de uma nova realidade do trabalho marcado pela autonomia, direcionado para os resultados e orientado para os projetos.

Novas competências, impulsionadas pela inovação tecnológica, vão criar um número importante de novas oportunidades de emprego e novos mercados, enquanto os trabalhos ou as tarefas existentes desaparecerão ou serão redirecionadas. As mudanças nas competências, na organização do trabalho e nas relações laborais vão resultar num melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, refletindo-se também no rendimento obtido. No entanto, apesar de todos os benefícios, há o risco de se criar uma polarização de competências, o que representará sérios desafios para o ajuste dos atuais quadros jurídicos, institucionais e de proteção social.

Para o CEO da Randstad, Jacques van den Broek,

“todos deveriam ter acesso a um bom emprego, que forneça segurança ao nível do trabalho e de rendimento. Simultaneamente, os colaboradores e as empresas necessitam de flexibilidade na maneira como, onde e quando executam o seu trabalho. Isso significa que o mercado de trabalho inclusivo e competitivo que aspiramos para o nosso futuro deve ser ágil e adaptável. Ao combinar uma variedade de contratos de trabalho com sistemas de segurança social modernos e de empregabilidade acessíveis, podemos atingir esse objetivo e proporcionar um futuro sustentável para o maior número possível de pessoas”.

A Randstad é o patrocinador Gold do Fórum Anual da OCDE, um espaço global de reflexão, discussão e partilha de conhecimentos sobre as tendências económicas, especialmente sobre o tema do capital humano. Este ano vários representantes da Randstad discutem os resultados da última pesquisa da Randstad-IZA “People to Jobs, Jobs to People”, que salienta a necessidade de existir uma gestão da mobilidade global para colmatar as lacunas de competências no mercado de trabalho.

O relatório completo está disponível no site da Randstad.

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Quanto tempo gastam os portugueses para se deslocarem?

Quanto tempo gastam os Portugueses para se deslocarem, durante a semana? Quais são os meios de transporte que utilizam com maior frequência? Como avaliam, atualmente, as condições de transporte e as infraestruturas a que têm acesso? Quais são as medidas que contribuiriam para melhorar a sua mobilidade no dia-a-dia? Como vão evoluir as necessidades de mobilidade nos próximos 15 anos? E, partindo destas perguntas, como se situam em relação aos outros países europeus?

Para responder a estas perguntas, a Ipsos e a BCG publicam hoje os resultados de um inquérito realizado junto de mais de 10 000 cidadãos europeus, incluindo 1001 participantes de Portugal. 

Algumas mensagens-chave do inquérito:

  • De segunda a sexta-feira, os Portugueses gastam 8h11 em deslocações, independentemente do meio de transporte utilizado (menos do que a média europeia, de 9h35)
  • O carro é o principal meio de transporte em Portugal, tal como noutros países, nas deslocações obrigatórias do dia-a-dia: os Portugueses são os que mais o utilizam para irem trabalhar (72% contra 61% de média europeia)
  • Uma parte importante da população portuguesa está insatisfeita com a fluidez do tráfego nas horas de ponta (45% contra 58% de média europeia)
  • 42% dos Portugueses com emprego pensa que teria de se mudar se perdesse o emprego (contra 36% de média europeia)
  • Os Portugueses são os que mais consideram que os investimentos públicos em soluções de transporte intermodal são, atualmente, insuficientes (66% contra 61% de média europeia)
  • Os Portugueses são os que mais dizem que estariam dispostos a utilizar menos os seus carros se os investimentos necessários fossem realizados (77% contra 66% de média europeia)
  • 88% dos Portugueses considera que as inovações futuras na área da mobilidade vão ter consequências positivas no seu dia-a-dia (contra 77% de média europeia)

Os Portugueses passam mais de 8h00 do seu tempo em deslocações durante uma semana de trabalho

Os Portugueses gastam, em média, 8h11 por semana em deslocações (de segunda a sexta-feira), ou seja, menos 1h24 do que a média dos Europeus (que gastam 9h35). A seguir aos Franceses (7h12) e aos Belgas (7h58), são os que gastam menos tempo em deslocações.

Em Portugal, mais do que noutros países, o carro é o modo de transporte de referência e é utilizado para praticamente todos os trajetos do dia-a-dia: nas deslocações para o trabalho/local de estudo (72%), para as compras do mês (81%) ou para levar crianças a praticar as suas atividades diárias (68%).

Esta primazia dos meios de transporte motorizados deve-se, em especial, ao facto de 38% dos Portugueses (contra 35% da média europeia) considerar difícil utilizar os transportes públicos perto do sítio onde vive. Em Portugal, as principais razões para não utilizarem com maior frequência os transportes públicos são, mais frequentemente do que noutros países europeus, a sua reduzida frequência de passagem (50% contra 42% de média europeia) e o facto de os destinos serem mal servidos (47% contra 41% no geral).

A mobilidade está amplamente ligada à inserção social

  • Atualmente, cerca de um em cada quatro portugueses tem a sensação de estar “demasiado longe de tudo” (23% contra 26% para a média europeia). Logicamente, este fenómeno ocorre sobretudo em pessoas que vivem numa zona rural (47%).
  • Os Portugueses que têm a sensação de estar “longe de tudo” são também os que mais se consideram negligenciados pelos poderes públicos: 33% destas pessoas pensa que, no sítio onde vive, os poderes públicos zelam menos pelo bem-estar dos habitantes do que noutros sítios (contra apenas 22% para o total dos Portugueses).
  • O acesso aos transportes condiciona o acesso ao emprego. No entanto, os jovens e as pessoas com os rendimentos mais reduzidos são os que mais consideram estar “longe de tudo” (32% dos inquiridos com 18-24 anos e 27% dos inquiridos com rendimentos reduzidos).
  • Se ficassem desempregados, 42% dos Portugueses com emprego pensa que teria de se mudar para encontrar um emprego equivalente (contra 36% de média europeia). Esta percentagem é idêntica à dos que vivem em zona rural (42%), mas é muito superior quando as infraestruturas de transporte são insuficientes. De facto, 50% dos que consideram ser difícil utilizar os transportes públicos perto do sítio onde vivem pensa que teria de se mudar se ficasse desempregado.

Expectativas muito fortes em Portugal quanto à melhoria das condições de deslocação: maior intermodalidade para maior mobilidade

  • Os Portugueses fazem parte dos Europeus mais satisfeitos com as infraestruturas de transporte: consideram-se mais satisfeitos com a rede rodoviária do que o resto dos Europeus (73% contra 67% em média), ou seja, é a 3.ª melhor pontuação de satisfação a seguir à Alemanha (81% dos inquiridos satisfeitos) e à França (74%).
  • No entanto, muitos dos inquiridos estão insatisfeitos com a fluidez do tráfego nas horas de ponta (45% contra 58% de média europeia).
  • Perante estes problemas de fluidez do tráfego, os Portugueses exprimem críticas reais em relação à intermodalidade dos meios de transporte de que dispõem atualmente. Apenas 49% está satisfeito com os pontos de ligação entre os diferentes meios de transporte (contra 44% no geral) e apenas 47% no que respeita à rede urbana de transportes públicos (contra 45% para o conjunto dos países europeus).

O investimento é bem recebido pelos Portugueses: mais infraestruturas e serviços digitais para favorecer a intermodalidade e melhorar a mobilidade.

  • A maioria dos Portugueses pensa que os poderes públicos não investem suficientemente nas infraestruturas de transporte no sítio onde vivem. São mais críticos do que a média dos Europeus. Os investimentos que mais faltam dizem respeito ao acompanhamento de novos serviços de mobilidade (77% considera os investimentos insuficientes em relação ao desenvolvimento dos pontos de carga para veículos elétricos contra 74% de média europeia), mas também à rede ferroviária (69% contra 62% na média), aos pontos de ligação entre diferentes meios de transporte (66% contra 61% na média), à rede urbana de transportes públicos (65% contra 60% na média) ou à rede rodoviária (56%).
  • Consideram massivamente que todas as iniciativas destinadas a favorecer a intermodalidade permitiriam que se deslocassem mais facilmente no seu dia-a-dia e, em especial, o título de transporte único (83%), estações rodoviárias com melhores ligações aos transportes públicos urbanos (79%) ou espaços reservados na entrada das autoestradas para deixarem o seu veículo e utilizarem outro meio de transporte que circule em autoestrada ou via rápida (67%).
  • O desenvolvimento dos serviços digitais é igualmente considerado prioritário para permitir que se desloquem mais facilmente, ou seja, uma melhor informação sobre a oferta de transportes públicos disponíveis perto do sítio onde vivem (83% contra 77% para o conjunto dos Europeus) e sobre as ofertas de partilha de veículo e carsharing disponíveis (66% contra 62% na média), itinerários completos que permitam combinar meios de transporte (81% contra 73% na média) ou soluções de pagamento através de telemóvel (67% contra 62% na média).

Os Portugueses fazem parte dos Europeus que estariam dispostos a mudar os seus comportamentos desde que os investimentos fossem realizados

  • Se os investimentos necessários fossem realizados, os Portugueses estariam dispostos a utilizar com maior frequência os transportes públicos (82% contra 72% para o conjunto dos Europeus), a partilha de veículo ou o carsharing (44%, em linha com a média europeia) e estariam dispostos a utilizar com menos frequência o seu veículo pessoal (77% contra 66%). Os Alemães são os que têm mais dificuldade em encarar essa possibilidade (apenas 50% estaria disposto a fazê-lo).
  • Para a grande maioria, esses investimentos melhorariam a sua qualidade de vida (86%), permitiriam que ganhassem tempo (78%) e teriam um impacto positivo no seu bem-estar profissional (84%).

A mobilidade está no começo de uma revolução que suscita grandes esperanças nos Portugueses

  • Os Portugueses estão convencidos de que as inovações na área dos veículos e das novas tecnologias vão alterar as suas deslocações. Consideram que poderão, daqui a 15 anos, percorrer distâncias muito longas em veículos elétricos sem problemas de autonomia (86% contra 73% para o conjunto dos Europeus), deixar o seu carro na entrada da cidade e utilizar apenas transportes públicos acessíveis a partir do seu lugar de estacionamento (81% contra 70% em média) e circular em veículos sem emissões de gás com efeito de estufa (85% contra 68% no geral). A maioria está igualmente convencida de que poderá circular sem nenhum risco de avaria ou acidente graças às novas tecnologias digitais (65% contra 57% no geral), de que os carros elétricos irão recarregar-se enquanto circularem (65% contra 55% no geral) ou de que será possível circular em carros autónomos em vias reservadas (57% contra 52% no geral) e, inclusive, em todas as estradas (50% contra 46% no geral).
  • Não existe qualquer dúvida para a grande maioria: estas inovações terão consequências positivas no seu dia-a-dia (88% contra 77% para o conjunto dos Europeus).

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Centralmed comemora o Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho com open day para rastreio de saúde

A iniciativa visa a sensibilização para a prevenção e promoção da saúde nos locais de trabalho

Comemorou-se, no passado dia 28 de abril, o Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, que é também o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Pela ocasião, a Centralmed abriu portas de uma das suas Unidades Móveis de Saúde para a realização de um rastreio de saúde a todos os colaboradores de todas as empresas sediadas no Parque de Ciências e Tecnologias do Taguspark. 

O rastreio incidiu na medição do IMC, da tensão arterial e dos níveis de glicemia e de colesterol. 

A iniciativa visou a sensibilização para a prevenção e promoção da saúde nos locais de trabalho que, para além do rastreio de saúde, também incluiu recomendações para uma vida mais saudável, dicas sobre alimentação e prática de exercício físico. A adesão foi bastante positiva e reforçou o elevado grau de interesse dos colaboradores das empresas na monitorização destes valores, de forma regular, como forma de prevenção.

Colaboradores saudáveis garantem empresas saudáveis, sendo que o rastreio, o diagnóstico precoce e as prevenções primária e secundária são as formas de educação para a saúde presentes nesta iniciativa.

 

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