Profissionais com elevado QA são essenciais para que as empresas se consigam adaptar à mudança

O Quociente de Aprendizagem (QA) é uma nova métrica essencial a juntar ao Quociente de Inteligência e ao Quociente Emocional (QI e QE) no recrutamento de recursos humanos.

Quem o disse foi Jonas Prising, CEO e Chairman da ManpowerGroup, durante um encontro com empresários portugueses, realizado no passado dia 28 de março, em Lisboa, onde foram apresentados e debatidos alguns dos temas centrais sobre o mundo do trabalho focados no Fórum Económico Mundial (WEF), em Davos.

Segundo o responsável, as alterações demográficas, as revoluções tecnológicas, a sofisticação do consumidor e aumento do poder de escolha individual – quatro forças macroeconómicas – continuam a acentuar-se e a ampliar-se a todos os setores de atividade, tornando o potencial humano no diferenciador chave da capacidade de adaptação e evolução das empresas.

Neste mundo em rápida mudança, onde não é possível antecipar quais serão as competências necessárias no médio e longo prazo, a capacidade e predisposição para aprender ao longo da vida torna-se crítica para os recursos humanos e a capacidade de ensinar torna-se igualmente fulcral para as empresas.

As opiniões dos empresários e gestores presentes vão ao encontro desta ideia, uma vez que existe uma consciência crescente das dificuldades de planear estrategicamente a médio prazo neste ambiente de elevada volatilidade.

Mas para Jonas Prising e ao contrário do que muitos preconizam, a transformação digital não retira importância ao fator humano e emocional. O que é necessário é capacitar as pessoas para responderem às novas exigências do mercado.

“É importante que, sobretudo as empresas, garantam o foco no desenvolvimento contínuo das pessoas. A aprendizagem constante de novas aptidões e competências adequadas à evolução de cada atividade e a oportunidade de explorar novas fontes de talento, apostando na diversidade, permitirão que se ultrapassem de forma mais ágil os desafios que surgem a um ritmo acelerado”.

O facto de as empresas se verem confrontadas com maior volatilidade socioeconómica leva-as tendencialmente a valorizar e capitalizar vantagens competitivas transitórias, o que pode contribuir para o decréscimo de segurança no emprego. Para o responsável, esta é outra das razões pela qual o investimento das empresas na capacitação contínua dos seus profissionais se mostra tão relevante e é igualmente um motivo repensar o sistema de segurança que apoia os trabalhadores durante estes processos.

Refira-se que a ManpowerGroup e o WEF, onde foram já debatidas algumas destas temáticas, firmaram uma parceria estratégica para a área de Recursos Humanos, no âmbito da qual a ManpowerGroup tem vindo a aprofundar as perspetivas macro sobre o mundo do trabalho e as tendências que as impactam.

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Felicidade empresarial – Vodu de auto-ajuda ou ciência?

O consumo viciante de auto-ajuda tem disparado nos últimos anos, a necessidade dos indivíduos em responder às pressões sociais e a sua busca pelo status, riqueza, poder e sucesso revelam-se na oferta no mercado, de obras e pessoas que prometem fazer-nos ricos, lindos, poderosos e famosos.

Autora:
Cristina Nogueira da Fonseca é mayor em Happytown e happyologist.
Estudou psicologia, sociologia e gestão e teve nos últimos anos contacto com vários modelos teóricos na definição e alcance da felicidade, testou diversas metodologias, encontrou a sua, participou nos projetos de felicidade de homens, mulheres e famílias, mergulhou nos desafios da felicidade empresarial, onde se tem dedicado ao happy training de indivíduos e equipas, prestando serviço felicitário em pequenas, médias e grandes empresas, fazendo parte da concretização de pequenos, médios e grandes sonhos de pessoas extraordinárias.

Além disso as grandes mudanças nos comportamentos sociais, culturais, o aumento exponencial de um sem fim de oportunidades e possibilidade, e também, o afastamento do individuo de religiões, como as de orientação católica-cristã, faz similarmente com que as pessoas precisem e procurem cada vez de mais manuais ou pessoas que possam seguir.

Procuramos cada vez mais ser felizes, queremos sê-lo porque a toda a missão e máquina humana está preparada, para nos potenciarmos em orgasmos múltiplos de felicidade, queremos porque hoje até a felicidade se apresenta mais ao nosso alcance e tanta ao nosso lado, nas redes sociais, por exemplo a maioria das pessoas que conhecemos tem uma vida boa, e faz um advertising continuo à sua felicidade.

Esta vontade imensa e pressão constante, tanto interna quanto externa, faz com que se sinta a felicidade como algo cada vez mais difícil de atingir e sobretudo de manter e é esta abstinência de  felicidade, que torna propicia e ansiada, a multiplicação de obras de auto-ajuda que acabam compradas às resmas e os seus respectivos gurus, que surgem com planos para 7, 12 ou 28 dias para subirmos na carreira, para termos dinheiro, para ficarmos mais magros e para sermos mais felizes.

Há semelhança de todas as religiões, os gurus da auto-ajuda trabalham em cima da fé mítica, do acreditar sem ver, criam um clima de romance e envolvimento e os bons gurus de auto-ajuda, tem mesmo a capacidade de estimular o lado direito do nosso cérebro, responsável pelas emoções e pelo prazer e fazem-no porque conseguem ter connosco uma conversa como as que temos com as pessoas que confiamos, que ouvimos, a quem damos razão, mas que depois delas saírem do sofá lá de casa, não sabemos como raio vamos por em prática todos aqueles conselhos.

Esse é a meu ver, a principal falha dos livros de auto-ajuda e seus dos gurus, trabalhar em cima de crenças e padrões de comportamento é muito mais do que seguir em frente e dizer “tu consegues” é olhar para trás, perceber os mecanismos internos, as motivações e crenças de cada um e começar caminho a partir daí.

Auto-ajuda como o nome indica, deve assentar na capacidade do eu, na minha capacidade em criar as condições para florescer, deve ser feita a partir  de uma abordagem reflexiva, analítica , empírica e operativa e é isso que distingue a auto-ajuda-vudu-romance da ciência empírica da felicidade.

 A diferença entre o dizer “faz” . E trabalhar num  método sustentado para que “faças”.

A Felicidade é hoje uma ciência, investigada, testada e transformada em método, modelo construído entre a modernidade de Kierkegaard, o individualismo e a construção do self de Nietzsche, a psicologia positiva do Martin Seligman e os estudos e artigos dos mais conceituados médicos, filósofos, educadores, psicólogos, psicanalistas, neurocientistas e outros tantos profissionais que ao longo da história, têm contribuído com validade científica às perguntas:

  • o que nos faz florescer
  • que dimensões contribuem para o nosso equilíbrio
  • que retorno têm as empresas com a felicidade dos seus colaboradores
  • como se avalia essa felicidade

e acima de tudo

  • como se transformam/tornam as empresas em felizes?

As empresas florescem quando as pessoas que lá trabalham florescem, produzem, crescem e torna-se felizes quando as suas pessoas o são.

A felicidade individual e empresarial não brota só de um entusiasta “bora lá ser feliz” é um caminho sério e responsável, todos os caminhos que são iniciados em necessidade, são caminhos que devem mais que todos os outros assentar em compromisso e conhecimento.

A ciência aplicada à felicidade empresarial, assenta na compreensão da dimensão sistémica e no principio do contágio positivo, no assessment rigoroso do que valorizam para florescerem as minhas pessoas,as minhas equipas e os meus departamentos, assenta na avaliação do “têm as minhas pessoas,  tanto individualmente como por parte da empresa as condições necessárias para terem sucesso?”, na necessidade de se desenvolverem contextos de training únicos em que se possa na realidade adquirir novo valor e aperfeiçoar competências.

A felicidade aplicada às empresas precisa também da identificação e da construção de métricas únicas e exclusivas consoante os contextos de trabalho, as funções, os objectivos e as equipas, de forma a que os gestores e líderes tenham forma de monitorizar continuamente, a satisfação e a manter no positivo o capital psicológico das suas pessoas, que são toda a empresa.

Empirico e ciêntifico.
O resto é romance.

 

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Relações no local de trabalho. Bom ou mau?

Se está a sentir que o seu colega de trabalho não lhe é indiferente e uma relação é algo possível, pense de novo. Damos-lhe 5 pontos positivos para seguir em frente e 5 razões que demonstram que será melhor não avançar com um romance com o seu colega de trabalho.

Ter uma relação já é complicado, agora imagine ter a mesma relação no trabalho. Privacidade, evolução na carreira e barreiras entre trabalho e relação são postos à prova. Como tudo na vida existe um lado bom e outro mau.

PONTOS POSITIVOS

  1. DISPONIBILIDADE DE TEMPO

Trabalhar com o seu companheiro pode ser muito gratificante, especialmente quando o assunto é passar mais tempo juntos. Um dos pontos positivos de se envolver com um colega de trabalho é, não se preocupar com horários diferentes e falta de tempo para se encontrarem.

  1. PARCEIRO DENTRO E FORA DO TRABALHO

Terá mais tempo com um companheiro de trabalho para desenvolver novos projetos. Principalmente quando os trabalhos forem relacionados com estratégias, ideias e propostas.

  1. APOIO EMOCIONAL

Se está a ter um mau dia no escritório, não vai ter que esperar até chegar a casa para receber apoio. O seu companheiro vai reconhecer os esforços e vai oferecer ajuda.

  1. TEMPO PARA ASSUNTOS PESSOAIS

Compartilhar o mesmo ambiente de trabalho pode fornecer mais tempo para conversas de assuntos pessoais. Isso acontece porque ambos já sabem o que aconteceu no trabalho. Assim, têm mais tempo livre para aproveitar o relacionamento.

  1. EXPLICAÇÃO DE HORA EXTRA

A trabalhar com o namorado, nunca mais vai ter que explicar os motivos para trabalhar até tarde.

 

 PONTOS NEGATIVOS

  1. DESEMPENHO INSATISFATÓRIO

Questões pessoais podem rapidamente transformar-se em questões de trabalho, e isso pode gerar um desempenho de trabalho insatisfatório. Esta é uma das principais razões pelas quais os empregadores desaprovam o namoro no ambiente de trabalho.

  1. DESGASTE DO RELACIONAMENTO

Passar muito tempo juntos pode ser bom para desenvolver novas ideias. Porém, essa quantidade de tempo pode ser a grande responsável pelo desgaste do relacionamento.

  1. CIÚME DE OUTROS COLEGAS

Se a pessoa sentir muito ciúme dos outros colegas, você corre o sério risco de comprometer o seu desempenho no trabalho e relacionamento com a sua equipa. E isso não é uma coisa boa para acontecer no escritório.

  1. “FOFOCAS” SOBRE O SEU RELACIONAMENTO

Um relacionamento no trabalho pode ser o sinónimo de comentários. Como vocês frequentam o mesmo ambiente todos os dias, isso pode dar acesso aos detalhes íntimos de sua vida amorosa.

  1. FALTA DE PROMOÇÕES

Trabalhar com o companheiro também pode implicar na apresentação de algumas propostas de promoção. Isso acontece para não criar intrigas entre o casal, ou então para mostrar que em algumas empresas o relacionamento entre funcionários não é permitido.

Texto retirado do site

 

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Empreendedorismo no mundo dos azeites

O Azeite Castelo de Marvão, é produzido há mais de 60 anos. Uma paixão que virou negócio pelas mãos da família Melara Nunes.

Com um conceito totalmente renovado mas, onde as raízes do passado estão vincadas, o novo lagar, passa a ser gerido pelo António, que continua a produzir o dourado néctar agora com a marca Azeite Castelo de Marvão. Situado em Marvão, a Casa Agrícola é marcada por 30 hectares de olival. O InfoRH foi falar com o responsável e saber porque esta história de família sabe fazer sabor com en(canto)…

Pedro Lucas para Behind the Scenes

Como surgiu o novo Lagar pelas mãos do António (neto)?
Como sempre gostei muito de estar em casa dos meus avôs, acabei por agarrar este desafio e em 2010 nasce este projeto familiar, mais como homenagem ao meu avô do que outra coisa. A verdade, é que o negócio em 7 anos expandiu de uma forma louca, tendo hoje em dia cerca de 2000 clientes tanto em produção de azeite, como em todos os outros serviços que a Casa Agrícola dispõe, como por exemplo a análise de olivais ou criação de marcas de azeite.

Quantas pessoas fazem parte deste projeto?
Com o crescimento da empresa vi-me obrigado a contratar pessoas, então pensei porque não dou oportunidade aos jovens que são de Marvão? Assim trabalham aqui e não fogem para as grandes cidades porque têm boas condições de vida. E assim foi, comecei por contratar duas pessoas, uma Engenheira e um Técnico, fora aqueles trabalham no campo. E hoje em dia somos cerca de sete pessoas, com a perspetiva de crescer em 2017. Até ao final do ano espero contratar pelo menos mais duas pessoas. A paredes meias com o Lagar de Azeite, tenho um Lagar-Museu. Transformei o Antigo Lagar do meu Avô em Museu, e neste momento tenho apenas uma pessoa a trabalhar com muita pena minha. Se as visitas aumentarem (espero que sim) terei que contratar mais uma pessoa a tempo inteiro para as visitas guiadas ao Museu.

Quais o projetos futuros?
Tenho dois, mas ainda em papel. Um espero que se concretize este ano, outro até 2019. A verdade é que se conseguir tornar estas ideias realidade torna-se essencial criar mais postos de trabalho, sobretudo para as pessoas que vivem aqui.

Como tem sido este processo de crescimento? Onde é que é necessário começar a investir?
Tem sido um processo lento, mas muito gratificante. Em sete anos, conseguimos crescer, muito se deve ao novo lagar de Produção de Azeite Intensivo. No entanto, dispomos de vários serviços que as pessoas ainda têm receio de pagar. Estamos a trabalhar no sentido de crescer e por outro lado, ajudarmos os que nos rodeiam a crescer também.

Como foi feita esta transição e consequente formação do “mais antigo” para o “mais recente”?
Sendo um negócio de família e local, muitas das pessoas de Marvão já me conheciam pelo que foi fácil ter o apoio destas. O facto de querer preservar e fazer crescer o legado do meu avô foi muito bem aceite por todos.

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Inteligência Artificial. O que ela pode e não pode fazer (aqui e agora)

Tendo assistido de perto ao impacto da IA, posso dizer: transformará, sem dúvida, muitas indústrias, mas não é mágica.

Muitos executivos interrogam-se sobre as verdadeiras potencialidades da Inteligência Artificial. Querem saber como é que esta pode ter impacto no seu sector e como podem usá-la para reinventar as suas próprias empresas. Ultimamente, porém, os media têm traçado uma pintura irrealista do que a IA pode realmente fazer. (Em breve, poderá dominar o mundo!) A IA já está a transformar as buscas na Web, a publicidade, o comércio eletrónico, a finança, a logística e muito mais.

Sendo líder fundador da Google Brain, antigo diretor do Laboratório Stanford de Inteligência Artificial e agora responsável pela equipa de IA da Baidu, com cerca de 1200 pessoas, tive o privilégio de acompanhar muitos dos maiores grupos de Inteligência Artificial do mundo e de construir muitos produtos que são usados por centenas de milhões de pessoas.

Tendo assistido de perto ao impacto da IA, posso dizer: transformará, sem dúvida, muitas indústrias, mas não é mágica. Para compreender as suas implicações para a sua empresa, ultrapassemos os exageros publicitários e vejamos o que a Inteligência Artificial está efetivamente a fazer hoje em dia.

Curiosamente, apesar da amplitude do impacto da IA, os géneros que estão a ser empregados são ainda extremamente limitados. Quase todos os progressos recentes são de um género em que alguns dados de input (A) são usados para gerar rapidamente uma resposta simples (B). Por exemplo:

Sem Título

Ser capaz de fazer um input A e ter um output B vai transformar muitos sectores. O termo técnico para construir este software A→B é aprendizagem supervisionada. A→B está muito longe dos robôs sencientes que a ficção científica nos prometeu.

A inteligência humana também faz mais do que A→B. Estes sistemas A→B têm vindo a aperfeiçoar-se rapidamente, e os melhores da atualidade são construídos com uma tecnologia chamada aprendizagem profunda ou redes neurais profundas, vagamente inspiradas pelo cérebro. Mas estes sistemas continuam muito afastados da ficção científica.

Muitos investigadores estão a explorar outras formas de IA, algumas das quais se provaram úteis em contextos limitados; poderá acontecer uma inovação que torne possíveis níveis mais elevados de inteligência, mas ainda não existe um caminho claro que conduza a este objetivo.

Hoje em dia, o software de aprendizagem supervisionada tem um calcanhar de Aquiles: exige uma enorme quantidade de dados. É necessário mostrar ao sistema muitos exemplos de A e de B. Por exemplo, construir um tagger de fotografias exige algo como dezenas a centenas de milhares de fotografias (A) assim como etiquetas ou tags que digam se há pessoas nelas (B). Construir um sistema de reconhecimento de fala exige dezenas de milhares de horas de áudio (A) juntamente com as transcrições (B).

Poderá acontecer uma inovação que torne possíveis níveis mais elevados de inteligência, mas ainda não existe um caminho claro que conduza a este objetivo. 

Então, o que pode fazer o sistema A→B? Eis uma regra de ouro que mostra bem o seu impacto: Se uma pessoa típica pode executar uma tarefa mental com menos de um segundo de pensamento, é algo que podemos automatizar usando a IA, agora ou num futuro próximo.

Muito trabalho valioso atualmente executado por humanos — examinar vídeos de câmaras de segurança para detetar comportamentos suspeitos, decidir se um carro está ou não prestes a atropelar um peão, encontrar e eliminar publicações online abusivas — pode ser feito em menos de um segundo. Estas tarefas estão em condições de serem automatizadas.

Contudo, muitas vezes estão inseridas num contexto ou processo empresarial mais amplo; perceber estas ligações ao resto do seu negócio também é importante.

O trabalho da Inteligência Artificial exige uma escolha cuidadosa de A e B e o fornecimento dos dados necessários para ajudar a IA a perceber a relação A→B. Escolher A e B de maneira criativa já revolucionou muitas indústrias, e poderá revolucionar muitas mais. Depois de compreender o que a IA pode e não pode fazer, o passo seguinte para os executivos é incorporá-la nas suas estratégias. Isso significa compreender onde é criado valor e o que é difícil de copiar.

A comunidade IA é notavelmente aberta e a maioria dos investigadores de topo publicam e partilham as suas ideias e até código open-source. Neste mundo de códigos abertos, os recursos escassos são:

Dados. Entre as equipas mais importantes de IA, muitas podem, provavelmente, replicar o software de outras num prazo máximo de 1–2 anos. Mas é extremamente difícil obter acesso aos dados de outra pessoa. Assim os dados, mais do que o software, são a barreira defensiva para muitas empresas.

Talento. Limitar-se a fazer o download e a aplicar software de código aberto aos seus dados, não resultará. A IA tem de ser personalizada para o contexto e dados da sua empresa. É por isso que existe hoje em dia uma guerra pelo escasso talento IA que possa fazer este trabalho.

Muito já se escreveu sobre o potencial da Inteligência Artificial para refletir, quer o melhor, quer o pior da humanidade. Por exemplo, já vimos a IA fornecer conversa e conforto aos solitários; também a vimos envolver-se em discriminação racial.

 

E, contudo, o maior dano que pode causar aos indivíduos a curto prazo é a perda de empregos, visto que a quantidade de trabalho que podemos automatizar é muito superior hoje em dia. Enquanto líderes temos de garantir que estamos a construir um mundo no qual cada indivíduo tenha uma oportunidade de prosperar. Compreender o que a IA pode fazer e como é que isso se encaixa na sua estratégia é o princípio, não o fim, desse processo.

 

Artigo de Martin Ford, originalmente publicado na Harvard Business Review e no site www.dinheirovivo.com

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Saiba quais são os gestos que podem estragar o seu Natal

O Natal está mesmo a chegar. E está na altura de pensar, não só como organizar o dia da melhor forma e aproveitar ao máximo a companhia da família e amigos, mas também como não arruinar o seu Natal com atitudes desnecessárias.

Aqui fica o meu alerta para 4 gestos que podem estragar o seu Natal. Mantenha-se longe destas gafes e vai aumentar a probabilidade de ter uma noite animada, bem passada e agradável para TODOS.

  1. Expressão de NOJO!

Odeio! Odeio quando digo alguma coisa e a pessoa com quem estou a conversar mostra a expressão de nojo. É uma expressão bastante fácil de reconhecer, veja a imagem:

cara-nojo

 

Já sabe de que expressão se trata?

Quando desabafei esta situação com uma amiga, a primeira pergunta foi: “Mas achas que é contra ti? Ou contra aquilo que estás a dizer?”.

Querem uma resposta simples? Não interessa! Até pode ser porque a pessoa se lembrou do jantar menos agradável que teve na semana passada. O importante é que no momento em que eu estou com esta pessoa, a expressão de nojo destrói a minha relação com esta. Pois esta expressão tem uma função universal que está comprovada: afastar o objeto contaminado (Eu? Ou o que estou a dizer? Ou o jantar da semana passada?).

Agora imaginem fazer esta expressão na altura de abrir os presentes?…. Uuuui! Mas sobre este momento especial ainda vou escrever até ao Natal 😀

  1. Expressão de DESPREZO.

Desprezo é sinónimo de superioridade. Até pode ser uma emoção normal, quando se trata de um irmão mais novo ou uma tia menos favorita…. Mas será que precisa mesmo de demonstrar a sua superioridade na noite de Natal?

desprezo

John Gottman, um psicólogo da University of Washington, comprovou que esta emoção é o início do fim. Durante mais de 30 anos observou milhares de casais e descobriu a fórmula mágica para um casal perfeito. Ou melhor, ao contrário, descobriu os indicadores que revelam um casal prestes a divorciar-se. E qual foi uma das emoções determinantes? Certo, o desprezo! Por isso, se ainda quer manter o seu “casamento” com qualquer um dos seus familiares e amigos, guarde esta expressão para si. Como? Tenho um webinar gratuito que explica de forma simples e leve como pode passar de formar para gerir a impressão que deixa nos outros. Mas deixo já um aviso, é preciso treinar!

          3. BARREIRAS

Adoro as decorações de Natal. Incluindo os centros de mesa com velas (tenho um em casa, é verdade!), bonecos que “invadem” as casas e até flores (já viram uma mesa de Natal decorada com flores? “Roubei” esta ideia do Instagram no ano passado e este ano vou fazer assim!).

decoracao-natal

Se falarmos de uma mesa de Natal, para receber os familiares e amigos, temos os copos para o vinho, para água e ainda mais tudo o que gostamos de colocar para dar mais comodidade e beleza a este momento… Acho que já se percebe de que tipo de barreiras se trata. A pergunta é: como combater esta “muralha” de objetos tão bonitos e na verdade mesmo necessários no jantar de Natal?

Dica #1: Evite colocar as garrafas na mesa de jantar e deixe-as numa mesa de apoio a lado (as regras de etiqueta também agradecem).

Dica #2: Opte por um centro de mesa com velas e/ou flores cuja altura não ultrapasse a altura dos copos de água, se estes forem copos sem pé.

  1. Falta de contato visual.

Na nossa vida agitada achamos que podemos fazer várias coisas ao mesmo tempo: pôr a mesa, verificar o perú no forno, cortar o pão, ver os e-mails, responder às mensagens no facebook (que na altura de Natal fica cheio de coisas fofas!) e receber os seus familiares e amigos. E tudo isto, ainda com televisão ligada. Reconhece o problema?

olhar-natal

Agora pare! E atenção: em 1974 fizeram um teste simples que deu resultados muito reveladores. Organizaram uma entrevista em que o entrevistador deveria olhar para os seus interlocutores 100%, 75%, 25% e 0% do tempo total. Depois pediram a estes interlocutores para avaliarem o entrevistador. Consegue adivinhar os resultados? Quanto mais contato visual houve, mais “amigável” ele pareceu. E no Natal, também queremos ser mais amigáveis e próximos, certo?

Por isso, peça aos seus convidados para chegarem só na altura quando a maior parte de preparação já está feita e os anfitriões arranjados e preparados para os receber com total disponibilidade. E depois, elimine o máximo número de distrações possíveis: telemóvel, televisão, familiares e crianças que distraem (é melhor pensar numa atividade que vai mantê-los ocupados antes de jantar começar), etc.

Texto escrito por Irina Golovanova

 




O ano em pesquisa Google em Portugal e no mundo

Chegou o tão esperado momento em que olhamos para os últimos 12 meses, 365 dias, 525,600 minutos e reflectimos nas tendências que definiram o ano na Pesquisa do Google.  O ano de 2016 ficará sempre nas nossas memórias. De uma forma resumida, 2016 foi o ano em que, por exemplo, Portugal ganhou o Euro 2016 e a Maria Leal passou do anonimato a um fenómeno de popularidade. O ano em que chorámos a morte de David Bowie e assistimos à transferência do Renato Sanches, a mais cara de sempre de um português para o estrangeiro. A nível Internacional, 2016 ficou marcado por várias tendências de pesquisa, nomeadamente pelo jogo com níveis sem precedentes na história dos jogos de realidade aumentada para smartphones – Pokemon Go, ou pelas eleições americanas e o novo presidente dos EUA, Donald Trump.

A NÍVEL MUNDIAL

  • Pokémon Go
  • iPhone 7
  • Donald Trump
  • Prince
  • Powerball
  • David Bowie
  • Deadpool
  • Olympics
  • Slither.io
  • Suicide Squad

EM PORTUGAL

  • Euro 2016
  • Pokémon GO
  • Love on Top
  • Jogos Olímpicos Rio 2016
  • iPhone 7
  • Rock In Rio 2016
  • Secret Story 6
  • Brexit
  • Web Summit
  • Agario

 

Veja o vídeo Year in Search 2016.

 

 

 

 

 

 

 

 

As 6 listas temáticas referentes a Portugal, bem como as outras listas de tendências a nível internacional, podem ser consultadas aqui.

Para mais informação sobre “O Ano em Pesquisa 2016” em Portugal e no resto do mundo visite www.google.com/2016


Questões mais frequentes:

O que é o “Ano em Pesquisa” da Google?
O Ano em Pesquisa da Google trata-se de um olhar anual para o top de tendências na pesquisa do Google. Ao compilar o ano 2015 na pesquisa, analisamos a agregação de triliões de pesquisas ao longo do ano. As tendências geralmente identificam melhor o que chamou mais a atenção das pessoas em 2016 relativamente a 2015.

Como se definem as tendências?
As pesquisas de tendências são as pesquisas que tiveram o maior pico de tráfego durante um período sustentado em 2016 em comparação com 2015.

Qual é a metodologia para a criação das listas?
A Google estuda a agregação de triliões de pesquisas que as pessoas perguntaram ao Google durante este ano. A Google utiliza informação de múltiplas fontes, incluindo a sua ferramenta pública, http://www.google.com/trends/, bem como, outras ferramentas internas de informação. Também são filtradas as pesquisas spam e repetidas de maneira a criar as listas que melhor reflectem o espírito de 2016.

 

 




Saiba como lidar com uma conversa difícil nos seus negócios

Esta é a última semana de candidaturas ao programa Managing Difficult Conversations in Business, promovido pela CATÓLICA-LISBON, cujo início está marcado para o dia 17 de novembro.

Este curso intensivo destina-se a profissionais que pretendem conhecer e aplicar um método para desenvolver a forma como lida com interações interpessoais de elevada dificuldade e exigência. As candidaturas estão neste momento a decorrer.

O programa segue uma abordagem experiencial em que as competências comportamentais e respetivos conceitos subjacentes são inicialmente apresentados de forma estruturada e sequencial, para depois os participantes lidarem com diversos cenários de aplicação através de sucessivos exercícios, mini-casos e role-plays. Haverá ainda uma sessão de meio dia com facilitação  por coaches experimentados em conversas difíceis.

Desenvolver competências para lidar melhor com situações interpessoais desafiantes é o objetivo deste programa inovador e interativo, em que os participantes irão conhecer, analisar e aplicar um método integrado baseado num conjunto de ferramentas de última geração decisivas para transformar uma conversa que tem tudo para correr mal numa conversa baseada no respeito mútuo e focada na resolução do problema.

Neste programa, os participantes aprenderão a transformar uma situação competitiva e potencialmente conflituosa numa situação cooperativa e focada na conciliação dos interesses, a usar as emoções como uma oportunidade para encontrar soluções criativas para benefício mútuo e a saber como planear e conduzir uma conversa difícil.

Submeta a sua inscrição, aqui.

 




Município de Alcobaça equipa-se com sistema de gestão de horários da SPEC

O Município de  Alcobaça numa óptica da modernização administrativa e otimização de processos, acaba de implementar um sistema integrado para a gestão dos horários dos colaboradores da Câmara e dos SMAS.

O novo sistema, desenvolvido e comercializado pelo GRUPO SPEC, é composto por um conjunto de terminais de marcação com tecnologia RFID (cartão de proximidade), distribuídos pelos edifícios do Município.

Os dados de entradas e saídas, recolhidos nos terminais, são centralizados em consolas de gestão, delineadas para cada organização ou para a função específica do utilizador. A informação das horas trabalhadas, turnos, extras, etc., é enviada e processada na plataforma de gestão municipal.

Segundo o Sr. Vereador Hermínio Rodrigues, “A solução da SPEC é intuitiva e vai ao encontro das expetativas de modernização do Município”.

Para a SPEC representada por João Ferreira, trata-se de mais um passo na estratégia de consolidação do negócio em Portugal.

Saiba mais em : http://www.grupospec.com/pt/

 




FQ9, Agro Conta e Help People são as melhores soluções desenvolvidas por alunos nacionais no âmbito da iniciativa Apps for Good

O CDI Portugal anunciou, no passado dia 13 de setembro, em evento realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, as três ideias de apps vencedoras da edição do Apps for Good 2015/2016. O Apps for Good contribui para uma alteração dos modelos educativos atuais no sentido de promover a criação de uma consciência de cidadania ativa e responsabilidade social desde a juventude. O projeto contribui igualmente para aumentar o interesse dos jovens pelas áreas tecnológicas, motivando para uma aprendizagem partilhada que reduza a desmotivação pela escola e consequente abandono escolar, criando competências pessoais de iniciativa e criatividade fundamentais num Mundo em permanente evolução.

As ideias de aplicações vencedoras:

A FQ9, desenvolvida por alunos do Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro, é uma aplicação móvel, desenvolvida a pensar nos alunos do 9º ano a estudar Físico-Química. Apresenta tutoriais explicativos dos conteúdos do programa e a resolução de qualquer parâmetro das fórmulas Estimula assim o interessa e aumenta a motivação dos alunos para aprender os conteúdos desta disciplina.

A Agro Conta, desenvolvida por alunos do Agrupamento de Escolas D. Sancho II em Alijó,  é uma aplicação móvel, desenvolvida com o objetivo de auxiliar a economia de pequenos agricultores, pois vem registar os gastos realizados nas atividades agrícolas e os proveitos, de forma a verificar a viabilidade da exploração.

A Help People, desenvolvida por alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa,  é uma aplicação móvel para ajudar as pessoas a ultrapassar as dificuldades associadas a uma vida mais isolada. Reúne contactos de emergência e contactos para fazer tarefas simples do quotidiano como encomendar o pão, chamar um táxi ou pedir os medicamentos à farmácia local.

A Cook Wizard, desenvolvida por alunos do Agrupamento de Escolas de Nelas, foi a solução escolhida pelo público, que durante uma semana teve oportunidade de votar online na sua proposta favorita. Sagrada vencedora do Prémio Escolha do Público, a Cook Wizard sugere aos seus utilizadores receitas organizadas por tipo de refeição, nível de dificuldade e tempo de execução, considerando ainda os ingredientes que o utilizador tem disponíveis em casa.

Durante a cerimónia de entrega dos prémios Apps for Good 2015/2016, o Secretário de Estado da Educação, João Costa, declarou: “o que me entusiasma é o facto de que este projeto não deveria ser apenas mais um projeto, mas devia estar na rotina de uma escola, que é colocar o conhecimento ao serviço do que é relevante e, neste caso, ao serviço de uma cidadania mais informada, mais ativa, que pretende resolver problemas na sociedade.”

José Vitor Pedroso, Diretor-Geral da Educação, um dos primeiros apoiantes do programa, sublinhou que “é um projeto de sucesso que pretende promover as capacidades e competências dos alunos, e no qual a DGE pretende continuar a apostar.”