Comunicação interna

Como a felicidade dos colaboradores traz rentabilidade para o negócio

Artigo publicado na edição nº 98 da RHmagazine.

 

Make Happy Work™

Porquê uma Cultura de Happiness? Construir uma cultura corporativa baseada nos valores e na felicidade dos colaboradores faz com que as pessoas sejam mais produtivas e estejam mais comprometidas com a organização. A felicidade é altamente rentável! É bom para os colaboradores de uma empresa e para o negócio. A ciência demonstra que empresas felizes atraem o melhor talento, obtém maiores benefícios, são mais produtivas… Senão vejamos:

– Aumento das vendas (de 5% a 40%)
– Aumento da produtividade (de 5% a 45%)
– Aumento da criatividade / inovação (de 10% a 80%)
– Redução da rotação (de 5% a 35%)
– Redução das reclamações de clientes (de 5% a 50%)
– Redução das baixas laborais não planificadas (92%)

O modelo Make Happy Work™ da Delivering Happiness (www.deliveringhappiness.com) centra-se em 3×3 elementos chave (3Quê + 3Quem) necessários para a felicidade dos colaboradores e sustentabilidade da organização:

Que elementos temos de trabalhar para conseguir organizações mais felizes?

Propósito Superior: A forma de fazer com que uma empresa perdure no tempo e que TODOS se preocupem com ela é encontrando/definindo a razão ou causa porque ela existe! Inspira-nos trabalhar por algo maior que os benefícios! Propósito e Visão são coisas distintas, embora às vezes se confundam ou misturem. O Propósito superior deve transcender da própria organização.

– Valores e Comportamentos: É importante definir uma cultura que esteja alinhada para alcançar o nosso propósito! É importante que TODOS entendamos o mesmo por cada valor e que se conheçam os comportamentos que demostram cada valor. Isto fará com que vivamos a cultura de forma consciente e algo ainda melhor… que a consigamos medir! Se medirmos a nossa cultura de forma regular, podemos (e deveríamos) integrá-la em todos nossos processos internos, como a contratação e incorporação de novos colaboradores, como critério na tomada de decisões, entre outros.

– Ciência de Happiness: Embora a ciência da felicidade tenha apenas 20 anos, há muitos campos de investigação que nos dão dados muito sólidos para aumentar os níveis de felicidade e bem-estar da vida das pessoas (o trabalho é uma das partes mais relevantes de nossas vidas).

Quais as bases desta ciência?

o Modelo Pirâmide de Maslow: Todos necessitamos de ter em conta os diferentes escalões da pirâmide, para poder subir até ao topo. O que necessita cada um dos seus colaboradores? Cada um tem necessidades distintas (por exemplo, quem perdeu o seu último trabalho pode considerar muito importante a segurança, enquanto que o outro pode precisar de reconhecimento do seu manager).

o Modelo “Três tipos de felicidade”:

O prazer:
Este tipo de felicidade está associado a coisas materiais e/ou superficiais. Não é uma felicidade duradoura. A ciência diz que este tipo de felicidade tem uma duração máxima de 2 meses aproximadamente (por exemplo, se aumentarmos o salário de um colaborador, porque ele não está satisfeito… Quanto tempo demora a voltar ao mesmo este empregado? Estamos a comprar tempo!)

Paixão:
Tem um início e um fim. Pode ser o caso de um projeto, de que se goste muito, mas tem um prazo de entrega. Temos o colaborador comprometido com o seu trabalho ou com a empresa? Há muito talento que muda de empresa, mas continua a fazer o mesmo trabalho!

Propósito Superior/Significado:
Como definido acima, formar parte e contribuir para uma causa que transcenda a pessoa ou a organização dá-nos a sensação de felicidade infinita. O que fazemos tem sentido! Não tem de ser um propósito necessariamente estático e pode-se ampliar, mudá-lo com o tempo. Na empresa, significa que como colaborador o seu esforço tem um impacto na vida das pessoas.

Por onde começar?

– ME: Sempre devemos começar pela pessoa! Temos de fornecer aos nossos colaboradores as ferramentas para que:
o Sejam conscientes dos seus valores para atuar em consciência,
o Tenham o controlo da sua vida com a responsabilidade que isso implica,
o Tenham o controlo dos seus pensamentos, emoções e ações,
o Descubram o seu propósito superior e como o seu trabalho o aproxima dele.

– WE: O nível seguinte é o da equipa, do grupo, do sistema. A pergunta fundamental é: Como nos vendemos? Como explicado anteriormente, temos de criar um propósito e valores que identifiquem o WE (empresa, cidade, escola, país, grupo de amigos, equipa de futebol, etc.)

– COMMUNITY: Um elemento diferenciador é incluir a estratégia de crescimento na nossa comunidade. Como atraímos a nossa comunidade? Como nos vendemos a ela? Este é a etapa mais ambiciosa do modelo, mas sem dúvida que é algo que distingue as melhores das boas empresas.

 

Autor: Carlos Piera – CEO da DH@Work Europa, Speaker & Coach

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Vanessa Henriques

Vanessa Henriques

Diretora Executiva da RHmagazine

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