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Empreendedorismo no mundo dos azeites

O Azeite Castelo de Marvão, é produzido há mais de 60 anos. Uma paixão que virou negócio pelas mãos da família Melara Nunes.

Com um conceito totalmente renovado mas, onde as raízes do passado estão vincadas, o novo lagar, passa a ser gerido pelo António, que continua a produzir o dourado néctar agora com a marca Azeite Castelo de Marvão. Situado em Marvão, a Casa Agrícola é marcada por 30 hectares de olival. O InfoRH foi falar com o responsável e saber porque esta história de família sabe fazer sabor com en(canto)…

Pedro Lucas para Behind the Scenes

Como surgiu o novo Lagar pelas mãos do António (neto)?
Como sempre gostei muito de estar em casa dos meus avôs, acabei por agarrar este desafio e em 2010 nasce este projeto familiar, mais como homenagem ao meu avô do que outra coisa. A verdade, é que o negócio em 7 anos expandiu de uma forma louca, tendo hoje em dia cerca de 2000 clientes tanto em produção de azeite, como em todos os outros serviços que a Casa Agrícola dispõe, como por exemplo a análise de olivais ou criação de marcas de azeite.

Quantas pessoas fazem parte deste projeto?
Com o crescimento da empresa vi-me obrigado a contratar pessoas, então pensei porque não dou oportunidade aos jovens que são de Marvão? Assim trabalham aqui e não fogem para as grandes cidades porque têm boas condições de vida. E assim foi, comecei por contratar duas pessoas, uma Engenheira e um Técnico, fora aqueles trabalham no campo. E hoje em dia somos cerca de sete pessoas, com a perspetiva de crescer em 2017. Até ao final do ano espero contratar pelo menos mais duas pessoas. A paredes meias com o Lagar de Azeite, tenho um Lagar-Museu. Transformei o Antigo Lagar do meu Avô em Museu, e neste momento tenho apenas uma pessoa a trabalhar com muita pena minha. Se as visitas aumentarem (espero que sim) terei que contratar mais uma pessoa a tempo inteiro para as visitas guiadas ao Museu.

Quais o projetos futuros?
Tenho dois, mas ainda em papel. Um espero que se concretize este ano, outro até 2019. A verdade é que se conseguir tornar estas ideias realidade torna-se essencial criar mais postos de trabalho, sobretudo para as pessoas que vivem aqui.

Como tem sido este processo de crescimento? Onde é que é necessário começar a investir?
Tem sido um processo lento, mas muito gratificante. Em sete anos, conseguimos crescer, muito se deve ao novo lagar de Produção de Azeite Intensivo. No entanto, dispomos de vários serviços que as pessoas ainda têm receio de pagar. Estamos a trabalhar no sentido de crescer e por outro lado, ajudarmos os que nos rodeiam a crescer também.

Como foi feita esta transição e consequente formação do “mais antigo” para o “mais recente”?
Sendo um negócio de família e local, muitas das pessoas de Marvão já me conheciam pelo que foi fácil ter o apoio destas. O facto de querer preservar e fazer crescer o legado do meu avô foi muito bem aceite por todos.

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