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E quando o dinheiro não é tudo?

POR: Vera Melo – Partner da Your People (Grupo Your)

Numa altura em que novas gerações têm outra visão face ao emprego a ligação empresas-pessoas assume cada vez mais importância. Sabe-se que esta ligação se constrói diariamente através de pequenos gestos e soluções inovadoras. Serão estas e estes que permitirão solidificar a cultura empresarial, impulsionar a motivação e felicidade organizacional, obtendo ganhos consideráveis de produtividade. Ao longo dos tempos coube ao salário o papel de motivar e atrair os melhores profissionais. É verdade que o desempenho da pessoa tem de ser recompensado por um salário adequado às suas funções e responsabilidade, no entanto, hoje, não é o suficiente… Hoje fala-se de um outro conceito de salário. Não está espelhado no recibo de vencimento e pode assumir diferentes formas. Trata-se do salário emocional… que cada vez mais ganha adeptos nas empresas que apostam na valorização do seu ativo principal, as pessoas. É o salário emocional que faz com que as pessoas sintam prazer em ir trabalhar todos os dias, são os pequenos pormenores, muito difíceis de medir, mas que no final, originam que as pessoas se entreguem de corpo e alma, aumentando o compromisso e fidelização à organização. Tendo por base o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) a ideia é encontrar um conjunto de incentivos emocionais que contribuam para aumentar o comprometimento e produtividade. Em equilíbrio com a remuneração financeira são oferecidos a todos os colaboradores, sem distinção.

Deixámos 3 Hipóteses para ponderar incluir no seu salário emocional:

Reconhecimento

O Reconhecimento é um dos fatores de sucesso mais importantes para todo o ser humano. Pouco adianta atingirmos um determinado sucesso se não formos reconhecidos. Assim, o reconhecimento é fundamental para o sucesso pessoal e profissional de qualquer pessoa. Um “muito obrigado”, um bilhete de reconhecimento, uma e-mail para toda a equipa, um cumprimento sincero, um bolo no final do dia, uma happy hour com toda a equipa, uma experiência, são alguns exemplos.

Mas seja criativo: pense em algo que tenha a ver com o perfil da sua organização e equipa. O foco é não esquecer que nada disso deve ser considerado uma despesa, mas sim um investimento.

Ambiente de Trabalho Inovador e centrado no colaborador

Criar o ambiente de trabalho perfeito para os funcionários é um dos maiores desafios de empresas que desejam reter talento e obter mais produtividade. Construir escritórios criativos, que combinam o ambiente colaborativo com a
flexibilidade no trabalho, tornou-se uma preocupação de várias empresas em todo o mundo. O dia a dia de trabalho é cada vez mais desafiador e stressante e por isso é necessário investir em ambientes dinâmicos e espaços dentro da empresa onde as pessoas podem passar um período de tempo, relaxar, e assim retomarem ao trabalho revigoradas. Os espaços, alinhados com a cultura da empresa, podem ir desde situações mais simples a atividades mais arrojadas e criativas.

O segredo passa por a cada colaborador ser dada a oportunidade de personalizar o seu espaço, ser o principal agente de alterações, desenvolvendo os sentimentos de pertença e satisfação. Poder escolher, de acordo com a cultura organizacional, cores, mobiliário, decoração, entre outros.

Cultura de Escuta Ativa dos Colaboradores

Promover uma cultura onde há um contacto mais próximo com a direção, permitindo oportunidades de comunicação mais espontâneas e disponibilidade para ouvir irá facilitar o desenvolvimento de um ambiente de confiança no qual os colaboradores sentem que as suas preocupações são ouvidas, consideradas e levadas em consideração. Lideranças mais próximas, que promovem a liberdade dos seus colaboradores manifestarem as suas opiniões, encarando-as como uma contribuição efetiva, geram motivação e compromisso com as políticas e estratégia da empresa.

Criar fóruns de discussão de temas, sessões de brainstorming, potenciar a identificação de soluções para problemas diários são alguns exemplos de estratégias que potenciam o fomentar desta cultura. Em suma, o salário emocional não tem preço, embora possa ser à primeira vista um custo para o empregador, rapidamente se percebe que é um investimento de retorno expressivo.

 

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Vanessa Henriques

Vanessa Henriques

Diretora Executiva da RHmagazine

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