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Empregadores portugueses revelam intenções de contratação positivas para o último trimestre do ano

O ManpowerGroup Employment Outlook Survey para o quarto trimestre de 2017 revela que a contratação irá continuar a crescer, embora de forma mais moderada do que no trimestre anterior. As Pequenas empresas, os setores de Finanças, Seguros, Imobiliário e Serviços e de Comércio Grossista e Retalhista e a região Norte do país reportam as projeções mais fortes para a criação líquida de emprego no período entre outubro e dezembro.

  • A dinâmica do mercado de trabalho em Portugal irá abrandar entre outubro e dezembro, tendo os empregadores projetado uma criação líquida de emprego* de +3%;
  • Os empregadores de seis dos nove setores de atividade e das regiões em estudo antecipam uma subida do volume de contratação no decorrer do próximo trimestre;
  • Dos nove setores de atividade em estudo, a melhor projeção (+9%) é reportada a:
  • Finanças, Seguros, Imobiliário e Serviços;
  • Comércio Grossista e Retalhista;
  • Os empregadores do Norte revelam as intenções mais acentuadas de contratação na comparação regional (+5%);
  • Perspetiva-se que o volume de contratação aumente em três das quatro categorias de dimensão de empresa durante o último trimestre de 2017, com destaque para as Pequenas empresas (+8%).

Tendência de emprego – 4º trimestre 2017

O ManpowerGroup Employment Outlook Survey para o quarto trimestre de 2017 foi realizado com base num inquérito a uma amostra representativa de 625 empregadores em Portugal, que revelam intenções de contratação moderadas para o quarto trimestre de 2017. Sendo que 9% preveem um aumento, 6% antecipam uma redução e 82% consideram que não haverá alterações nos níveis de contratação. A projeção para a criação líquida de emprego situa-se nos 3%.

Os empregadores de seis dos nove setores de atividade em estudo antecipam uma subida do volume de contratação no decorrer do próximo trimestre. As perspetivas mais favoráveis são reportadas no setor de Finanças, Seguros, Imobiliário e Serviços e no setor de Comércio Grossista e Retalhista, ambos com uma projeção para a criação líquida de emprego de 9%. O setor de Indústria prevê índices de contratação positivos em 5%, enquanto a projeção dos setores Público e de Transportes, Logística e Comunicações é de 4%. Por outro lado, o setor de Restauração e Hotelaria projeta um decréscimo de 4%.

Na comparação com o trimestre anterior, as perspetivas de contratação decrescem em oito dos nove setores de atividade. Um decréscimo acentuado de 33 pontos percentuais é previsto pelo setor de Restauração e Hotelaria, sendo que também a projeção para o setor de Finanças, Seguros, Imobiliário e Serviços recua 14 pontos percentuais. As intenções de contratação diminuem também, 10 pontos percentuais, tanto no setor de Transportes, Logística e Comunicações como no setor de Comércio Grossista e Retalhista, e seis pontos percentuais, nos setores de Agricultura, Florestas e Pescas, Construção e Público. No setor de Indústria as perspetivas de contratação mantêm-se relativamente estáveis.

“Os resultados do ManpowerGroup Employment Outlook Survey para o quarto trimestre de 2017, espelham a sazonalidade da economia em Portugal. Após os meses de verão, muito marcados por um aumento do consumo e estimulado pela indústria hoteleira, assistimos a uma projeção de criação líquida de emprego na ordem dos 3%.

Este resultado representa um decréscimo de 9% face ao trimestre anterior e representa igualmente a estabilidade da economia Portuguesa quando comparado com o período homólogo do ano passado. Os setores de Finanças, Seguros, Imobiliário e Serviços, de Comércio Grossista e Retalhista e de Indústria, serão os principais criadores de emprego no trimestre entre outubro e dezembro.

A contração da taxa de desemprego está a contribuir para que as intenções de contratação diminuam.

As organizações procuram contratar apenas talentos com as competências certas e capazes de acrescentar valor sob a forma de aumentos de produtividade. O desafio para o setor dos Recursos Humanos, consiste em ter capacidades que permitam identificar essas competências e mapear o Talento disponível, de maneira a garantir o sucesso dos processos de recrutamento” refere Nuno Gameiro, Country Manager da ManpowerGroup Portugal.

Os empregadores das três regiões em estudo esperam níveis de contratação positivos durante o período entre outubro e dezembro deste ano. A previsão de contratação mais acentuada assinala-se no Norte, onde os empregadores reportam uma projeção de criação líquida de emprego de 5%. Na região Centro é prevista uma pequena subida, na ordem dos 4% e na região Sul projeta-se uma alteração muito cautelosa, embora favorável, de 1%.

As intenções de contratação recuam nas três regiões, face ao trimestre anterior, assinalando-se particularmente o recuo de 20 pontos percentuais na região Sul. No Centro a previsão decresce sete pontos percentuais e no Norte cinco pontos percentuais.

Perspetiva-se que o volume de contratação aumente em três das quatro categorias referidas durante o último trimestre de 2017. As projeções para a criação líquida de emprego apontam para um crescimento maior, de 8%, nas Pequenas empresas e um crescimento de 6% e 3%, respetivamente nas Médias e nas Grandes empresas. As Microempresas não projetam alterações na contratação prevendo 0% de criação líquida de emprego.

Intenção de contratar em 42 países

As conclusões apontam para que, em 42 dos 43 países participantes, a contratação prossiga em terreno positivo neste quarto trimestre. Apenas os empregadores na Suíça não preveem alterações na criação líquida de emprego.

Como resultado, pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2008 e após a recessão global que vivemos não são reportadas projeções negativas em nenhum dos 43 países incluídos neste estudo. Face ao trimestre anterior, as projeções melhoram em 23 dos 43 países, decrescem em 13 e mantêm-se inalteradas em sete.

Quando comparadas com o último trimestre de 2016, as perspetivas de contratação são reforçadas em 25 dos 43 países, diminuem em 15 e mantêm-se inalteradas em três. Globalmente, as melhores projeções são reportadas pelos empregadores de Japão (+23%), Taiwan (+22%), Costa Rica (+19%), Índia (+19%) e Hungria (+18%). Por oposição, as projeções menos animadoras para o quarto trimestre de 2017 chegam-nos de Suíça (0%), Brasil (+1%) e República Checa (+1%).

Na região EMEA, a projeção dos empregadores para a criação líquida de emprego é positiva em 24 dos 25 países inquiridos, apenas na Suíça os empregadores não projetam crescimento. Em comparação com o trimestre anterior, preveem-se melhorias em 13 países e um enfraquecimento em nove, com três países a não preverem alterações. Face ao quarto trimestre de 2016, perspetivam-se aumentos em 15 países e reduções em oito, sendo que dois países não preveem alterações de contratação. Os empregadores mais otimistas para este período entre outubro e dezembro estão na Hungria, pelo segundo trimestre consecutivo e as perspetivas mais fracas de contratação são reveladas pelos empregadores da Suíça.

Os dados completos de cada um dos 43 países e territórios incluídos no inquérito do quarto trimestre de 2017, bem como as comparações regionais e globais, podem ser consultados na íntegra em www.manpowergroup.com/meos . Os resultados do próximo inquérito serão divulgados a 12 de dezembro de 2017 e revelarão as perspetivas do mercado de trabalho para o primeiro trimestre de 2018.

* A projeção para a criação líquida de emprego resulta da diferença entre a percentagem de empregadores que planeia aumentar a sua força de trabalho e a percentagem de empregadores que planeia reduzi-la.
** Salvo indicação em contrário, a projeção para a criação líquida de emprego de países e territórios com, pelo menos, 17 trimestres de dados acumulados, é apresentada com os dados ajustados sazonalmente. Os ajustes sazonais aplicam-se aos dados de todos os países participantes, exceto a Portugal, no qual os dados serão ajustados sazonalmente assim que o histórico o permita. O método de ajuste sazonal de dados TRAMO-SEATS é adotado pela ManpowerGroup desde o segundo trimestre de 2008.
 

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