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Empresários portugueses confiantes no futuro dos seus negócios

Um estudo da Zaask concluiu que os empresários portugueses estão otimistas quanto à evolução dos seus negócios, aconselhando o estabelecimento de novas empresas nos seus distritos.

Os empresários portugueses mostram-se mais otimistas em relação ao futuro das suas empresas. Segundo os dados do Estudo Nacional de Competitividade Regional, desenvolvido pela plataforma on-line Zaask e recolhidos em 18 distritos e regiões autónomas de Portugal, 61% dos gestores prevê alcançar melhorias no desempenho das organizações durante este ano. 

Comparativamente com o ano anterior, “a situação financeira das empresas melhorou ligeiramente”, acompanhada por uma evolução da economia nacional. Em 2016, 59% dos empresários portugueses classificou a situação financeira das organizações como “razoável”, observando-se um crescimento de 3% em 2017. O estudo da Zaask indica que há mais empresas numa situação “má” ou “muito má” em Espanha (38%) do que em Portugal (23%).

No que diz respeito à situação económica por distrito, 86% dos empresários classifica-a como “razoável, boa ou muito boa”, refletindo um aumento de 27% em relação a 2016. De acordo com o Estudo Nacional de Competitividade Regional, 45% dos gestores destaca o crescimento das suas receitas em 2017, correspondendo a um aumento de 25% face ao período homólogo.

O otimismo dos empresários portugueses em relação aos negócios reflete-se no valor de profissionais (56%) que aconselha a instalação de novos negócios no distrito onde operam. No entanto, apenas 18% dos gestores considera a tarefa “fácil ou muito fácil”, contrastando com os 38% que afirma ser “difícil” ou “muito difícil”. Guarda e Aveiro são os distritos que oferecem mais condições para o lançamento de um negócio.

A contratação de colaboradores é, segundo o estudo da Zaask, uma dificuldade sentida pelos empresários. Só 17% considera “fácil” ou “muito fácil” contratar no seu distrito. Lisboa, Portalegre, Aveiro e Porto constituem os distritos onde existe uma maior facilidade em contratar, de acordo com as microempresas auscultadas.

A maioria dos inquiridos (74%) desconhece a existência de programas de formação para pequenos empreendedores, oferecidos pelo governo regional ou local. Em Espanha, o desconhecimento é de 65%

A terceira edição do Estudo Nacional de Competitividade Regional da Zaask analisou a “competitividade dos distritos, o apoio do governo regional/local, a situação financeira das empresas e a situação económica das regiões”. Foram inquiridas 2.562 microempresas, sendo que 2.062 desenvolvem a sua atividade em Portugal e as restantes 500 em Espanha.

 

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