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EXCLUSIVO: A importância da Gestão das Pessoas nas organizações

ORGANIZAÇÕES POSITIVAS E PESSOAS POSITIVAS.

 

Autora: Leonor Almeida – Coordenadora do Mestrado em Gestão do Potencial Humano do ISG.

 

Neste novo Milénio muito se tem refletido sobre a gestão das pessoas nas organizações. Novos paradigmas se impõem para fazer face à ineficácia dos anteriores modelos que, num contexto de mudanças com alterações de crescente envergadura e com cada vez mais impacto na vida das pessoas e das organizações, se têm revelado ineficazes.

Questões como: Qual o papel do trabalho, das organizações e do estado nas sociedades contemporâneas? Quais os riscos para as pessoas, para as famílias e para a sociedade de uma política de descartabilidade dos recursos humanos? São questões de importância primordial se considerarmos que as consequências do desemprego estão longe de se limitar ao aspeto económico. Estas consequências podem ser arrasadoras veja-se, por exemplo, a incidência de depressões em desempregados.  Tal não nos surpreende se considerarmos a importância que as nossas sociedades contemporâneas atribuem ao trabalho. Para além dos rendimentos,  o trabalho é uma fonte de realização e prestígio para o indivíduo e a sua família. O trabalhador do séc. XXI espera muito mais do trabalho e das organizações do que uma compensação financeira, procurando realização profissional, prestígio, poder, realização pessoal, crescimento, desenvolvimento. O que não nos surpreende, se considerarmos que o Homem é um ser simultaneamente racional, emocional e espiritual.

As alterações tecnológicas aliadas a uma maior escolarização têm revolucionado profundamente o mundo do trabalho, as perceções e expectativas  dos trabalhadores , tornando os colaboradores das organizações muitíssimo mais exigentes. Desta forma, se queremos captar colaboradores de excelência para as nossas organizações teremos que ir ao encontro destas novas expectativas, caso contrário, teremos que nos contentar em não acrescentar valor ás nossas organizações e deixar esse potencial para a concorrência.

Se o trabalho é um dos papéis mais salientes na vida dos indivíduos na maior parte das sociedades ocidentais, toda a reflexão que dedicarmos a este tema é seguramente da maior relevância. Ser feliz no trabalho é, sem dúvida, um elemento determinante para o bem estar geral e para a tão ambicionada,  almejada, Felicidade do ser Humano. Se há característica que é transversal a toda a Humanidade é a pretensão de ser Feliz.   .

Na perspectiva da Psicologia Positiva, com base vincadamente Humanista,   acreditamos no imenso potencial  do ser humano, na capacidade de todos os indivíduos poderem vir a ser capazes das melhores realizações. Nesta óptica, a crença nos aspectos positivos do ser humano é absolutamente inabalável, mesmo num mundo a delirar onde muitas vezes nos questionamos o que se passa com o Homem e a Sociedade.

Podemos estimular o que há de melhor nas pessoas e nesse caso são capazes de feitos extraordinários, de se exceder a si próprias,  como também se pode fazer vir à tona o pior dos indivíduos e, nessas circunstâncias, poderemos assistir às maiores atrocidades. É exatamente o que acontece nas organizações, à sua escala: organizações que despoletam, desenvolvem e reforçam forças e virtudes nas pessoas ou, pelo contrário, promovem a indolência social. Assim, as organizações que potenciam o que de melhor têm os indivíduos  são Organizações Positivas. Nestas organizações, com gestão positiva, os trabalhadores sentem que há equilíbrio entre as necessidades económicas  e  práticas que sustentam um coletivo social saudável como por exemplo a ajuda e encorajamento aos mais fracos a justiça organizacional ou o incentivo à competição saudável.

Considerando que, actualmente, o poder está no Conhecimento, os detentores do conhecimento não podem ser geridos nos moldes tradicionais , ou seja ,como se apenas se tratassem de seres puramente racionais, que trabalham em função de interesses puramente económicos. Há que considerar os membros organizacionais como seres caracterizados por várias facetas: cognitiva/racional, emocional e espiritual e integrar todas estas dimensões nas práticas de gestão das pessoas nas organizações.

Deixo o leitor com algumas perspectivas que se afiguram primordiais sobre o futuro do mundo do trabalho e das organizações e que visam promover a reflexão sobre o seu impacto na gestão das pessoas nas organizações:  

  • O mundo do trabalho e das organizações continuará a sofrer profundas alterações.
  • Muitos novos empregos serão criados e alguns dos velhos eliminados. Os novos empregos exigirão maiores níveis de sofisticação tecnológica.
  • Cada vez mais será necessário um aumento das competências académicas requeridas para os trabalhadores do futuro serem bem sucedidos.
  • No futuro, os trabalhadores não mudarão apenas mais vezes de emprego, mas mudarão mais frequentemente o tipo de trabalho que fazem.
  • Devido à rápida necessidade de atualização acerca dos empregos, a internet tornar-se-á a ferramenta principal na procura e oferta de emprego.
  • A formação e a reciclagem serão um requisito de vida. Muita desta formação terá lugar em locais de trabalho ou em realidade virtual.
  • Os trabalhadores adquirirão muitas das suas novas competências através da utilização à distância via Internet.
  • Embora seja requerida mobilidade geográfica a muitos trabalhadores, muitos empregos serão descentralizados inclusivamente para outros países.
  • Organizações Positivas e Pessoas Positivas são o nosso desafio na Gestão das Pessoas!

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