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Gerd Leonhard, Future Strategist e CEO da The Futures Agency – “Os clientes não compram tecnologia, compram relacionamentos! Devemos abraçar a tecnologia, mas não ficar refém dela.”

A edição de 2017 do Business Transformation Summit da Cegoc, pretende apoiar as empresas e o merhttps://www.btsummit-cegos.com/pt/cado em geral, a prepararem-se para o futuro e a transformar as empresas, tornando-as mais competitivas face aos desafios que se avizinham. Para isso vão reunir um conjunto de keynote speakers, que vão desafiar os nossos paradigmas e abrir um espaço para a reflexão necessária e urgente sobre como a revolução tecnológica em curso impactará as empresas, na sua forma de fazer negócios bem como nos seus processos de desenvolvimento e aprendizagem.

A RHmagazine falou com um dos oradores desta edição – Gerd Leonhard – Future Strategist e CEO da The Futures Agency.


Gerd afirma que os clientes não compram tecnologia – compram relacionamentos! Como é que as empresas podem valorizar mais os seus colaboradores?
Permanecer relevante, único e indispensável no futuro é, obviamente, um objetivo fundamental para todas as empresas (e todos os profissionais) em todos os lugares. No entanto, a tecnologia continuará a gerar ondas exponenciais de disrupções a um ritmo cada vez mais rápido. Assim – uma vez que a tecnologia se tornou eficiente e abundante (basta ver o exemplo do Spotify e de como está a funcionar o negócio da música) – creio que precisamos de nos concentrar nos verdadeiros valores humanos dos negócios, ou seja, humanizar a tecnologia e preocuparmo-nos com a pirâmide das necessidades de Maslow. O sucesso do negócio não está centrado na execução de uma máquina bem oleada ou sobre os ótimos produtos vendidos a preços fantásticos, mas em vez disso, cada vez mais o sucesso dependerá do crescimento humano de cada organização. Na minha opinião, as empresas vão passar a valorizar mais os colaboradores quando perceberem que a tecnologia não é o que mais importa, mas sim, o facto da satisfação do cliente não poder ser automatizada! Talvez essa seja a força motora por detrás da parceria sobre Inteligência Emocional para beneficiar as pessoas e a sociedade, iniciada pela FAMIG (Facebook/Amazon/Microsoft/IBM/Google). Os clientes não compram tecnologia – eles compram relacionamentos! Devemos abraçar a tecnologia, mas não ficar refém dela.

Como podemos reduzir o impacto negativo dos avanços tecnológicos?
Tecnologia: “it’s no longer about IF or HOW but about WHY”. Não devemos preocupar-nos se a tecnologia pode realmente fazer algo, mas sim o que está a ser substituído e porquê (seguido por quem, quando e onde). Primeiro, devemos criar maior consciência e discussão em sociedade acerca destas questões. Depois, devemos fazer com as empresas se tornem responsáveis e autorreguladas. Os governos deverão entender essas questões e aplicar regras e regulamentos sábios. Uma mistura de pró-ação com pré-cautela! Em relação ao futuro do trabalho e dos empregos, devemos enfrentar a possibilidade distinta de que, à medida que as máquinas se tornem infinitamente mais capazes de fazer o que os Humanos fazem, precisamos de nos tornarmos mais humanos e cada vez menos máquinas, para permanecermos valiosos. Ironicamente, isso é completamente o oposto aos modelos de educação tradicional (como MBAs?) que limitam a imaginação e regem-se pelos horários e planos de estudos. Se acredita nestes princípios (como eu), não são os algorítmicos, mas sim os fatores como a confiança, o propósito, a ética e os valores, que permanecerão no centro das sociedades humanas no futuro.

Quais são as “Megashifts” que vão ajudar as empresas a fazer crescer o negócio?
Qualquer organização que procure acompanhar estas alterações deve ter uma visão clara do que estas mudanças significam, e quais são as oportunidades ou ameaças que podem surgir delas. Megashifts são muito mais do que meras mudanças de paradigma, que reconfiguram a relação antiga entre o passado, presente e futuro. As megashifts mudarão mais o nosso mundo nos próximos 20 anos, do que nos últimos 300 anos, e compreendê-las é o que fará a diferença amanhã. As 10 megashifts são a chave para o sucesso das organizações no futuro: digitalização, mobilização, datificação (está tudo a tornar-se um dado), cognição (tudo se está a tornar inteligente), personalização, aumento (podemos ver o mundo com novos olhos), virtualização, automação, desintermediação (os antigos intermediários desaparecem), robotização (os robôs estarão por toda a parte).

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Vanessa Henriques

Vanessa Henriques

Diretora Executiva da RHmagazine

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