Se olharmos para o icónico Homem Vitruviano, desenhado por Leonardo da Vinci há mais de 500 anos, procurando representar o ideal clássico do equilíbrio, da harmonia e da perfeição, rapidamente nos atrevemos a pensar que a História é feita de ciclos e que o ser humano é um recorrente protagonista deste intenso e entusiasmante enredo que é a Evolução.

O mundo mudou e entrou numa nova realidade, em que o potencial humano assume um papel preponderante enquanto agente diferenciador no crescimento económico, um passo muito relevante e disruptivo para toda a cadeia de valor do mercado. Assim, o maior desafio para alcançar o sucesso nesta nova era, a que chamamos a Era do Potencial Humano, é descobrir como libertar e gerir este espírito e este potencial.

As primeiras eras foram definidas pelas matérias-primas que as compunham como a pedra, ferro ou o bronze. As seguintes passaram pela capacidade de dominar e desenvolver a tecnologia. Agora, o Talento é o catalisador da mudança e o principal motor económico, político e social.

A Era do Potencial Humano é resultado de uma série de fatores económicos, demográficos, tecnológicos e sociais, que estão a obrigar as empresas a adaptarem os seus modelos de negócio. Muitas estão ainda a enfrentar cenários económicos desfavoráveis, não beneficiando de vantagens competitivas e da estabilidade de outros tempos, pelo que as questões relacionadas com os Recursos Humanos são mais importantes do que nunca e, quem é responsável nesta área, deve assumir um papel de maior relevância no seio das suas organizações pois são um braço estratégico para o seu sucesso.

Neste cenário, o Potencial Humano assumiu-se como o principal agente do crescimento económico, determinando o sucesso das empresas. O que obriga a que os líderes empresariais e governamentais reavaliem a melhor forma de alavancar o Talento num mundo cada vez mais em constante mudança. O equilíbrio entre a oferta e a procura de competências já não pende para a procura, resultando numa escassez de Talento generalizada, que tem vindo a prejudicar o mercado de trabalho e é tema recorrente em qualquer mesa onde se fala de estratégia de crescimento.

Aos profissionais de Recursos Humanos impõe-se uma nova mentalidade na gestão do Talento para o sucesso das organizações. Na perspetiva das empresas, esta Era em que o Talento é o foco principal, constitui sem dúvida um desafio, mas deve ser visto acima de tudo como uma oportunidade para as organizações estarem um passo à frente e implementarem novas políticas, modelos e métodos de atração, desenvolvimento e retenção de Talento.

Assim sendo, as empresas têm de apresentar projetos desafiantes, capazes de envolver e motivar os Talentos, para que estes contribuam com o seu know-how para o sucesso da organização e simultaneamente impactem o sucesso da sua carreira profissional. E é precisamente neste ponto que os Recursos Humanos têm um papel crucial, contribuindo para a consciencialização de que os modelos de gestão devem encarar o Talento como um ativo de valor total para as empresas. Para vencer num mundo do trabalho em constante mudança, é necessária uma nova forma de pensar e abordar os desafios laborais que emergem.

Por Pedro Amorim, Managing Director da Experis Portugal

 

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