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Como integrar o Mindfulness no seu local de trabalho

Cenário:
Está sentado em reunião na segunda-feira de manhã, e os seus pensamentos começam a divagar pelo passado (talvez o filme que viu com seus filhos no fim de semana) ou pelo futuro (talvez na próxima reunião). De repente, percebe que não está realmente presente na reunião.

Soa-lhe familiar?

Passamos uma boa parte do nosso tempo revivendo o passado e/ou projetando o futuro. E embora recordar e planear, sejam actividades importantes, podem interferir com a nossa produtividade. Quão mais eficazes seríamos se estivéssemos totalmente presentes AQUI E AGORA?

Atenção plena/Mindfulness – é a consciência do momento presente sem emitir qualquer julgamento – é uma ferramenta poderosa para estimular a nossa atenção. Através da atenção plena, aprendemos a filtrar as distrações e a concentrar-nos na tarefa que temos em mãos.

A atenção plena é uma prática meditativa (por exemplo, meditar sentado todas as manhãs) mas também é uma forma de estar no mundo (por ex., trazer toda a nossa atenção para aquela reunião da manhã). O poder da atenção plena é que ao praticarmos regularmente, começamos a transformar a forma como nos relacionamos e nos envolvemos com a nossa própria vida e com o que nos rodeia.

Começamos a aparecer e estar totalmente presentes.

Quando podemos estar mais presentes no trabalho, podemos fazer mais coisas no trabalho, o que significa que podemos ter tempo para relaxar e desfrutar a família quando chegarmos em casa. Não temos que nos preocupar com todas as coisas que não foram feitas no escritório.

Como o vamos fazer?

PRATICANDO. Porque ficamos bons naquilo que praticamos. Quanto mais praticarmos foco e concentração, mais FORTALECEMOS o músculo da atenção plena (através de caminhos neuronais, fortalecidos no cérebro).

E isto significa que podemos fazê-lo TODOS os dias!!

COMO? Tem aqui cinco maneiras simples :

  1. Desligar o piloto-automático

Durante parte do seu percurso matinal, desligue o rádio e preste atenção aos sons ao seu redor. Resista ao desejo de verificar os e-mails nos sinais vermelhos.

O professor de Meditação mundialmente conhecido, Thich Nhat Hanh, sugere que vejamos os sinais vermelhos como convites à atenção plena, em vez de irritações ou obstáculos. Deixe que o sinal vermelho seja um lembrete para estar um momento com sua atenção focada na respiração – apenas três respirações profundas no seu percurso matinal, podem ajudá-lo a começar o dia mais tranquilo, presente e consciente.

  1. Encontre aquilo que o Move, o seu MOJO

Estudos científicos comprovam que o facto de termos um propósito com significado, é em si um componente basilar do nosso bem-estar mental.

Simon Sinek, conta a história de dois pedreiros – um deles, quando questionado: “Gosta do seu trabalho?”, ele descreve a monotonia, a dificuldade do trabalho e a frustração dia após dia num projeto que poderá nunca ver terminado. O outro pedreiro, quando lhe é feita a mesma pergunta, diz: “Eu amo o meu trabalho. Estou a construir uma catedral”.

Tenha bem ciente qual é o seu MOJO. Porque faz o trabalho que faz? Trazer propósito às suas tarefas diárias, permite que trabalhe com intenção e autenticidade. É o que faz a diferença entre colocar tijolos e construir uma catedral.

  1. O poder de uma pausa consciente

Pelo menos duas vezes durante o dia, faça uma pausa consciente. Afaste-se do seu computador e telemóvel, feche os olhos e, durante 1-2 minutos, concentre a atenção na respiração. Onde sente mais as sensações da respiração – no nariz, no peito ou no abdómen? Que pensamentos e emoções estão presentes? Quais são as sensações corporais presentes? Consegue identificar zonas do corpo onde sente alguma tensão? Consegue relaxar?

Esta prática simples pode ajudá-lo a tomar consciência de pensamentos e emoções antes que estes o dominem.  Ajuda-o a treinar a sua atenção e a libertar todo o stresse acumulado durante o dia.

  1. Refeição consciente

Com que frequência trabalha durante o almoço? Podemos pensar que somos mais produtivos quando trabalhamos num projeto durante horas, mas precisamos de pausas mentais após 45-60 minutos de foco cognitivo intenso. Torne a sua pausa para almoço um verdadeiro break – saia e faça uma curta caminhada, tenha uma conversa com os colegas, ou simplesmente aproveite um pouco do seu tempo sozinho. Muitas vezes, é nessas pausas mentais que insights e soluções criativas nos chegam.

  1. Escuta consciente (activa)

Ouvir envolve muito mais do que simplesmente ouvir. Quando alguém está a falar consigo, está a dar-lhe atenção, ou já está a pensar na sua resposta? Está tentar compreender a perspectiva do outro, ou já assumiu que sabe o que o outro pensa e como as suas frases irão acabar? Com a atenção plena, praticamos a escuta activa de outra pessoa e tentamos verdadeiramente compreender o que está a dizer. Nós damos tempo às pausas nas conversas para que possamos responder de forma autêntica e ponderada. Se não está claro o que alguém lhe está a dizer, pergunte: “Podemos parar um momento para que eu possa certificar-me de que o estou a perceber?”

Imagine o quão mais eficazes seriam as nossas reuniões, se todos estivessem efectivamente presentes e ouvissem os outros sem emitir qualquer julgamento.

 

POR: Mafalda Mendes de Almeida
Mindfulness facilitator & bloomer
www.bloomeditacao.com 

 

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