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Jorge Araújo, VP HR da OLAmobile – “O líder deverá ser um analista da motivação. Deve analisar os diferentes graus de motivação que cada colaborador demonstra para realização de determinada iniciativa/projeto.”

A OLAmobile, multinacional luxemburguesa que tem o seu maior escritório localizado em Lisboa, realizou no mês passado uma ação de teambuilding que juntou todos os colaboradores e respetivos familiares – o “Family Piquenique”. Sendo a OLAmobile uma empresa com uma grande multiculturalidade ao nível dos seus recursos humanos, esta ação pretendeu promover a diversidade cultural e interação entre diferentes tradições e costumes, que passam não só pela comida mas também, por exemplo, pelas brincadeiras entre as crianças que vão também marcar presença no evento. O InforRH foi falar com Jorge Araújo, VP HR da empresa sobre esta ação e muito mais.


A OLAmobile é uma empresa multinacional de global mobile marketing. Conte-nos como está estruturada a vossa equipa em Portugal e quantos colaboradores têm atualmente?
O grupo OLAmobile conta atualmente com cerca de 150 colaboradores, sendo que 70 dessas pessoas fazem parte dos nossos escritórios de Lisboa e Guimarães, as quais trabalham em áreas de vendas, marketing, recursos humanos, financeira e sistemas de informação.

Têm previsões de novas campanhas de recrutamento em Portugal?
Atualmente temos posições abertas para as diferentes empresas do grupo para a área comercial e de tecnologias de informação. Convido todos as visitar a secção de carreiras do nosso site que foi completamente renovado – www.olamobile.com – para verem as vagas atualmente em aberto.

Recentemente a OLAmobile realizou um “Family Piquenique”. Porque é importante para si promover a integração das suas pessoas no âmbito organizacional?
Para a OLAmobile o mais importante neste tipo de atividades é a possibilidade de dar a conhecer a pessoa e não apenas o colega com quem lidamos diariamente. Também queríamos sinalizar com esta iniciativa que reconhecemos a importância que a família de cada um tem no nosso bem-estar e, como tal, abrimos a possibilidade de cada colaborador se fazer acompanhar da sua família mais próxima. O resultado foi excelente, pois somámos muitos sorrisos, partilha e diversão.

Que outras iniciativas implementa na empresa de forma a motivar os seus colaboradores?
Anualmente são definidas pela Direção de Recursos Humanos as iniciativas de mobilização dos colaboradores em torno da empresa. Temos iniciativas que são globais e aplicáveis a todos os escritórios (Luxemburgo, Lisboa, Berlim, Romênia, México e Israel) e iniciativas locais que fazem sentido apenas numa determinada geografia. Por exemplo, ao nível das iniciativas globais, celebramos em todos os escritórios o dia internacional da mulher e o aniversário da empresa. No âmbito local, posso referir que em Lisboa fizemos a nossa própria celebração da noite de Santo António em Alfama com direito a manjericos e quadras.

Na sua opinião, acha que o líder é o principal impulsionador da motivação?
Na minha opinião, o líder deverá, acima de tudo ser um analista da motivação, ou seja, deve analisar os diferentes graus de motivação que cada colaborador da sua equipa demonstra para realização de determinada iniciativa/projeto. Esta capacidade é muito importante pois poderá determinar o estilo de liderança aplicável a essa situação. Ou seja, se tenho um colaborador altamente motivado e capaz de desempenhar determinada iniciativa, o que faz sentido é delegar-lhe essa responsabilidade e não atuar como um coach.

A vossa equipa é composta por colaboradores de diversas nacionalidades. Para si, quais são as principais características que uma equipa multicultural deve ter?
Sinceramente o tema das diferentes nacionalidades é apenas um item no passaporte, o que é necessário para uma equipa funcionar bem é uma liderança com visão, que consiga instituir um espírito de missão nos Colaboradores que partilham e agem através de um conjunto de valores bem estabelecidos. Se todos estes pressupostos estiverem alinhados, as questões pontuais de cultura são facilmente ultrapassadas.

Os líderes portugueses já têm consciência da importância que é para as suas organizações o comprometimento das suas equipas?
Sim, os líderes portugueses estão cada vez mais preocupados com o grau de comprometimento que geram nas suas equipas pois percebem que o comprometimento da equipa é cada vez mais uma variável a ter em conta na consecução dos objetivos, que são cada vez mais exigentes quando concorremos globalmente com os melhores. Não é por acaso que cada vez mais procuram formação específica em liderança e intervenções mais personalizadas como o coaching.

Na sua opinião um colaborador motivado é o mesmo que um colaborador comprometido?
Na minha opinião a motivação é algo que é mais transacional, ou seja, a motivação está mais associada ao meu grau de querer e/ saber desempenhar determinada tarefa/atividade. Por sua vez, o comprometimento relaciona-se mais com uma ligação à empresa que ultrapassa o aspeto transacional da motivação. Apesar desta distinção, é claro que estes conceitos se influenciam mutuamente e é especialmente relevante ter em atenção que a quantidade de tarefas que um Colaborador está a desempenhar num determinado momento, consideradas pelo próprio como pouco motivantes, podem afetar o seu nível de comprometimento com a empresa.

 

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Vanessa Henriques

Vanessa Henriques

Diretora Executiva da RHmagazine

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