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Metade dos jovens portugueses destaca uma crise de valores no mundo profissional

Sondagem a jovens entre os 20 e os 40 anos retrata uma geração preocupada consigo própria e que destaca uma crise de valores no mundo profissional: 

  • Jovens colocam saúde (77%) e situação económica (70%) no topo das preocupações
  • 78% afirma que o mundo profissional dá cada vez menos importância aos valores
  • 60% a 70% considera estar em pior situação face à geração anterior
  • A capacidade de liderança é a competência profissional menos destacada
  • Razões económicas ou de pressão/competição no trabalho levam 30% dos inquiridos a afirmar não ter o número de filhos que gostaria
  • Mais de metade já foi confrontado profissionalmente com algum dilema ético

Metade dos jovens portugueses considera que a empresa onde trabalha não aproveita todas as suas capacidades. A conclusão é do estudo da ACEGE NexT, conduzido pela Netsonda, que avaliou 400 jovens de todo o país dos 20 aos 40 anos de idade, com o objetivo de conhecer os comportamentos e inquietações dos jovens em relação ao mundo profissional.

Em relação às preocupações dos jovens, a principal é ter saúde, com 77% das respostas. Seguem-se a situação económica, ou a garantia de independência financeira, com 70% dos inquiridos. Em terceiro lugar surge, com apenas 49%, a preocupação em constituir família e ter filhos.

Os inquiridos referem como preocupações menos importantes a vida espiritual/interiore o encontrar e assumir uma missão no mundo.

No plano profissional, o nível de remuneração está no topo das preocupações para 50% dos jovens, seguido de perto por conseguir conciliar a vida pessoal e profissional (45%) e por valorizar-se profissionalmente e potenciar as competências (44%). Como menores preocupações surgem o ter de ir trabalhar para o estrangeiro e o facto do curso que tirou não ter muitas saídas profissionais.

Quando comparada com a geração anterior, a maioria dos inquiridos considera que está melhor no acesso à educação e valorização pessoal (69%) e na qualificação para as funções profissionais (59%). No lado oposto, considera-se em pior posição relativamente à carga de horas de trabalho/stress (68%), à justiça salarial (62%) e oportunidades de progressão (62%).

No que se refere às competências ou soft skills, 74% dos inquiridos refere que ter capacidade de resolver problemas é a qualidade que melhor o caracteriza. Logo atrás, com 69%, surge “revelar profissionalismo” e, com 59%, “gerir-se a si próprio/autonomia”. Ter um papel de liderança surge no último lugar da lista de competências destacadas, com apenas 23% das respostas.

No capítulo dedicado à esfera pessoal e profissional, 30% dos jovens em Portugal afirma que teria mais filhos se a organização onde trabalha tivesse uma melhor política de conciliação família e trabalho.

O estudo revela ainda que para 78% dos jovens o mundo profissional dá cada vez menos importância aos valores humanos.

Outra das conclusões prende-se com questões éticas: quando questionados sobre se na sua realidade profissional já se tinham confrontado com dilemas éticos, 53% das inquiridos afirma que isso já lhe aconteceu, 41% relativamente à atuação de um colega/chefe, 12% admite que relativamente à sua atuação.

O estudo foi conduzido entre os dias 25 de janeiro e 9 de fevereiro de 2017 e as entrevistas online foram realizadas junto do painel da Netsonda. O target foi definido como indivíduos de ambos os sexos entre os 20 e os 40 anos, residentes em Portugal, licenciados e com pelo menos um ano de experiência profissional.

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Gonçalo Amorim

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