AtualidadeMercado de Trabalho

Nacionais e Expatriados: uma reflexão sobre a diversidade

POR: Lúcia Palma – Human Resources Manager na On.Corporate

Será legítimo questionar o impacto das últimas mudanças legislativas no mercado de trabalho angolano que promoveram a equiparação entre a força de trabalho nacional e a estrangeira, tão distintas ainda na sua essência.

Deveremos ainda questionar o papel destas duas forças de trabalho, no actual contexto do mercado de trabalho: competitivo, ávido de novidades e desafios, onde as tecnologias adquirem um papel decisivo, num país que enfrenta a necessidade crescente de diversificar a economia, e de proporcionar aos seus quadros meios para inovar.

Os novos diplomas veem deitar por terra paradigmas relacionados com diferenciação, colocando-se na linha do actual do pensamento mundial, tão protelado pela geração dos Millennials, que compõem quase 75 por cento da força de trabalho até 2025, para quem a inclusão não é apenas uma representação, mas sim uma colaboração. Esta geração terá um impacto significativo no mercado de trabalho angolano, uma vez que é a geração que mais teve oportunidade de usufruir da aquisição de competências além-fronteiras, contactando de perto com a globalização e os desafios impostos pelas mudanças tecnológicas dentro das organizações, e com a necessidade crescente de repensar o significado do trabalho, e acabando com os seus limites geográficos.

Devemos olhar para a mudança do paradigma legislativo, na perspectiva da globalização, onde os níveis de formação das duas forças de trabalho se tendem a aproximar, e onde o novo suporte legal terá como objectivo a abertura do país às tendências de mercado de trabalho mundial, onde as fronteiras são esbatidas, e a tecnologia assume um papel principal.

A construção de uma cultura inclusiva é fundamental para manter uma força de trabalho diversificada, e para a criação de laços, esbatendo diferenças entre estes dois “eco-sistemas” e aproveitando o melhor dos dois mundos para o crescimento das organizações e da economia, onde cada colaborador tem um papel importante para o êxito das organizações.

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