AtualidadeMercado de Trabalho

Níveis de engagement dos colaboradores regressam a máximos históricos

Após uma queda no ano passado – a primeira desde 2012 –, os valores de engagement dos colaboradores voltaram a subir em 2017. A descoberta advém do mais recente estudo da Aon, “Trends in Global Employee Engagement”.

A Aon, empresa que fornece soluções de risco, reforma e saúde, desenvolveu uma pesquisa que envolveu mais de cinco milhões de colaboradores de mil organizações de todo o mundo e que concluiu que os níveis globais de engagement dos colaboradores atingiram os 65% em 2017, mais dois pontos percentuais comparativamente com o ano anterior. A percentagem de colaboradores “elevadamente engaged” aumentou de 24%, em 2016, para 27%, em 2017.

“Apesar de a maior parte das empresas continuar a enfrentar algum nível de perturbação e incerteza, uma economia forte e em crescimento significa que as organizações estão dispostas a investir mais nas pessoas, o que torna o dia-a-dia de trabalho melhor para a maior parte dos colaboradores”, afirma Nuno Abreu, diretor HR Solutions da Aon Portugal.

Fonte: Aon

Diferenças regionais

Fonte: Aon

De acordo com o estudo da Aon, as variações no engagement dos colaboradores são motivadas por diferenças regionais, económicas, políticas e culturais. O continente africano foi o que registou o maior aumento no envolvimento dos colaboradores, passando de 61% para 66%, em 2017. Nesta região, o engagement aumentou 15 pontos percentuais desde 2012.

Após uma queda de três pontos no último ano, os valores de engagement da região da Ásia-Pacífico regressaram para o nível mais alto de 65%. As empresas na Malásia e nas Filipinas registaram um aumento de quatro e seis pontos percentuais, respetivamente. Na Indonésia verificou-se um aumento de 15 pontos percentuais.

A Europa apresenta o nível de engagement mais baixo em todo o mundo (60%). No entanto, há países europeus que registaram melhorias significativas, nomeadamente França (seis pontos percentuais), Holanda (sete pontos percentuais), Áustria (nove pontos percentuais) e Suécia (nove pontos percentuais).

Engagement dos colaboradores em Portugal

Portugal, apesar de continuar a posicionar-se nos cinco primeiros lugares a nível europeu, registou uma redução de 68% em 2016, para 64% em 2017, no nível de envolvimento dos colaboradores. Segundo a Aon, as áreas com respostas mais positivas continuam a relacionar-se com o orgulho em fazer parte da empresa, a confiança nos colegas e a orientação da empresa para o cliente. Os pontos negativos foram atribuídos à compensação alinhada com o contributo de cada um para o sucesso da empresa, à existência de recursos suficientes e adequados na empresa para fazer face aos objetivos definidos e, ainda, à falta de clareza relativamente às oportunidades de carreira disponíveis na empresa.

Para Nuno Abreu, “é também de destacar o facto de, aproximadamente, 10% dos colaboradores, em Portugal, estar completamente desalinhado com a sua empresa, o que, apesar de ser significativamente mais reduzido que a média na Europa (17%), não deixa de ser um aspeto a ter em conta com possíveis impactos em várias dimensões, desde a motivação interna das equipas, à reputação externa da empresa ou mesmo ao aumento do potencial de risco cibernético relacionado com a segurança de dados nas organizações”, explica no comunicado enviado às redações.

Como aumentar o engagement

Para que o envolvimento dos colaboradores aumente, a solução poderá estar nas recompensas e no reconhecimento do seu trabalho para o sucesso da empresa. De acordo com o estudo, o “reconhecimento por contribuições” e a “recompensa justa” são considerados os fatores que mais influem no engagement dos colaboradores.

“Não há um padrão único de experiência de trabalho que vá maximizar o engagement. Os fatores variam de acordo com a região, o setor,  a empresa e com o papel de cada colaborador”, afirma Nuno Abreu. “As organizações precisam de identificar os fatores que são mais importantes para os seus colaboradores e concentrarem-se para obter o melhor retorno”, aconselha.

Fonte: Aon

Voltar à homepage

 

Mais notícias:

Facebook
image_pdfimage_print
Previous post

Jorge Reto é o novo Head of Google Cloud em Portugal

Next post

ROFF abre centro de desenvolvimento de software em Bragança

Ana Silva

Ana Silva

No Comment

Deixar uma resposta