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Oito mitos da Transformação Digital

Think & Action, especialistas em transformação e talento dentro das organizações, lançou uma série de dicas para enfrentar a transformação digital sem ser contaminada por ideias preconcebidas ou falsos mitos espalhados entre as organizações. Esta lista pretende servir como um aviso para os profissionais envolvidos num desses complexos processos de transformação e, assim, evitar essas armadilhas e para que possam avançar sem muitos constrangimentos.

Para Fernando Botella, “como acontece com todas as novidade de uma certa profundidade, em torno de transformação digital surgem mais ou menos espontaneamente uma série de explicações ou ideias fantásticas transmitidas sem qualquer visão da realidade que, às vezes, penetram profundamente na cultura das organizações. Isto é um problema sério, porque supõe um erro básico que pode interferir e até impedir o sucesso de todo o processo “.

Oito falsos mitos da Transformação Digital

1) Tudo gira em torno da tecnologia. É o erro mais comum. Mas concentrar-se exclusivamente no digital não é o principal objetivo da transformação, nem garante o sucesso. O elemento decisivo sobre o qual a transformação digital gravita são as pessoas.

2) O que converte em digital as empresas são as ferramentas digitais. Fidelizar um cliente não depende exclusivamente de ter as melhores ferramentas tecnológicas. Se a organização não coloca o foco central no cliente, a melhor parafernália tecnológica só servirá para dar uma imagem irreal da organização.

3) Uma boa web e muita atividade em redes sociais são suficientes para se digitalizar. Melhore os canais de comunicação da empresa é sempre algo positivo, mas isso não é transformação digital. Para a alcançar é suposto adaptar uma nova cultura organizativa, levar a cabo uma metamorfose da alma da organização.

4) serve para substituir o obsoleto. Muitas vezes acredita-se que a transformação digital vem fazer desaparecer tudo o que precede, mas não deve ser sempre o caso. Haverá áreas na organização que continuarão a ser válidas e exigirão exclusivamente uma otimização da sua operação de acordo com a nova cultura organizacional.

5) Transformação digital igual a cortes de pessoal. Uma ideia muito comum é pensar que as máquinas vêm para substituir as pessoas. Mas, embora isso possa ocorrer de vez em quando, também é evidente que a mudança no modelo de negócios que a transformação digital implica muitas vezes gera uma maior necessidade das pessoas levá-la para frente.

6) É somente para millennials. Outro mito amplamente difundido. Não é necessário ser um nativo digital para realizar a transformação. Um estudo recente da Forrester Consulting concluiu que a geração X, nascida entre os anos 60 e 80, é a mais preparada para tomar decisões e liderar as equipas.

7) É um grande investimento. Nem sempre é assim. A longo prazo, a otimização de processos facilita uma economia significativa de custos, sem esquecer que existem inúmeras ferramentas digitais de baixo custo e até mesmo gratuitas. As organizações que temem adaptar-se ao custo da transformação não valorizam isso, a longo prazo, custará mais para ficar longe disso.

8) Supõe o “exílio” dos processos off-line. Não há incompatibilidade entre digital e não digital. Uma vez que a transformação digital também requer mudanças profundas em processos não-digitais, sob o risco de falha se não forem feitas. Uma organização que usa o big data na fidelização de clientes através de ferramentas sofisticadas falhará sem o suporte das equipas de vendas.

Artigo publicado em: www.rrhhdigital.com

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