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Patrícia Valente, diretora de recursos humanos da Glintt – “A taxa de contratação da Academia Glintt é superior a 90%”

A Glintt conta com cerca de 900 colaboradores, que operam a partir de 10 escritórios em 6 países: Portugal, Espanha, Angola, Brasil, Reino Unido e Irlanda. O infoRH foi falar com Patrícia Valente para saber mais sobre este projeto.

Como está a correr o seu desafio na Glintt?
Está a correr muito bem! Tem sido uma experiência única, extremamente rica, pois é uma empresa de bons profissionais, de elevada competência e foco na excelência. E isto representa um enorme desafio à equipa de RH e ao responsável de RH – não só na identificação e na atração do melhor talento para cada um dos nossos desafios, mas também no desenvolvimento de competências e na retenção dos nossos profissionais.

Quantos colaboradores tem em Portugal?
Estamos presentes em 6 países e temos cerca de 900 colaboradores que operam a partir de 10 escritórios. Em Portugal temos aproximadamente 750 profissionais, divididos pelos escritórios de Lisboa (Sintra), Coimbra e Porto.

Como é composta a vossa equipa de recursos humanos?
Somos uma equipa jovem, altamente motivada e comprometida com os desafios que mencionei. Temos parte da equipa mais dedicada à captação e gestão do talento e outra parte mais dedicada ao desenvolvimento de potencial e de competências. Mas acima de tudo, somos uma equipa que conhece e quer fazer parte do negócio, somos verdadeiros parceiros das áreas de negócio.

Tem se questionado muito como devemos identificar talentos para as organizações. Qual tem sido a vossa estratégia neste sentido?
Temos apostado num encontro de gerações através da integração de jovens talentos, apoiados por profissionais seniores. A Academia Glintt é um excelente exemplo disso, pois é um projeto bastante interessante do ponto de vista da dimensão, através do qual identificamos jovens talentos (entre 75 a 100) que formamos num programa de 9 meses, resultando depois numa avaliação e consequente integração na empresa. Mas ao longo de todo o ano mantemos o foco na identificação de talento. Investimos muito na aproximação da Glintt ao mundo académico, colaboramos em projetos académicos e apoiamos teses de dissertação, participamos frequentemente em diversas iniciativas de promoção do emprego e acolhemos estagiários de verão, muitas vezes ainda na fase inicial do curso, pois é uma forma de os apoiar na escolha mais acertada do seu percurso profissional. É fundamental termos pipeline de talento, desde os perfis mais juniores aos mais séniores, pois a nossa qualidade vem sobretudo da diversidade.

Este ano já disponibilizaram várias vagas. Este crescimento é para manter até ao final do ano?
Efetivamente, até final do ano teremos contratado cerca de 200 profissionais. Estamos a reforçar a equipa de desenvolvimento dos nossos produtos no Porto, a integrar nos quadros os participantes da primeira Academia Glintt e a procurar especialistas, quer da área da saúde, quer de competências mais tecnológicas para os escritórios de Lisboa, Porto, Espanha, Brasil e Reino Unido.

Fale-nos um pouco do projeto da Academia Glintt.
A Academia Glintt é um programa de formação com a duração de 9 meses, destinado a jovens recém-licenciados. Pretende recrutar jovens nas áreas de Engenharia Informática, Sistemas e Tecnologias de Informação, Bioengenharia, Engenharia Biomédica, Ciências Farmacêuticas, Gestão e Economia. É um programa de treino remunerado, durante o qual os candidatos são acompanhados por elementos seniores e integram várias equipas de projeto ao longo dos nove meses. As inscrições para a Academia Glintt 2017 estão abertas no site (academia.glintt.com) e o arranque é em Setembro. Para um recém universitário a Academia Glintt é uma experiência única, na medida que dá a oportunidade a cada trainee de trabalhar com os melhores profissionais das áreas da tecnologia, saúde, consultoria. É um impulso de aprendizagem e aquisição de know-how, o que para nós, profissionais mais séniores, é um importante desafio, pois estamos a contribuir para a geração de profissionais de excelência.

Quais têm sido os resultados deste projeto?
Os resultados têm sido muito bons! Em 2016, na primeira edição da Academia Glintt, recebemos 950 candidaturas, das quais selecionámos 75 jovens. A taxa de contratação destes é superior a 90%, sendo que também para a Glintt este é um resultado muito importante, pois cada um destes jovens representa novas ideias e um espírito crítico e desafiador, que nós encorajamos e queremos potenciar. Para a edição de 2017, até ao momento já recebemos mais de 500 candidaturas, sendo que selecionaremos novamente entre 75 e 100 jovens.

Como têm enfrentado o grande desafio de recrutar perfis de TIS?
Com muito entusiasmo, confiança e transparência. Temos a “porta” sempre aberta, fazemos frequentemente Open Day’s para permitir aos candidatos conhecerem a Glintt e ouvirem dos nossos profissionais os desafiantes projetos que temos pela frente.

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