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Portugueses entre os que mais desejam flexibilidade no local de trabalho

Portugal é o quarto país num total de 33 nações que mais vontade manifesta em adotar formas de trabalho flexíveis, que permitam conciliar a vida profissional com a vida pessoal. A conclusão é do estudo da Randstad divulgado esta segunda-feira.

Uma política de recursos humanos que, hoje, negligencie a flexibilidade associada ao local de trabalho está a desconsiderar uma das principais necessidades dos seus colaboradores – conciliar a vida profissional com a vida pessoal. O mais recente estudo da Randstad acerca das tendências do mercado de trabalho referente ao primeiro trimestre de 2018 destaca a flexibilidade como uma prática benéfica para a manutenção de um “bom equilíbrio” entre as esferas profissional e pessoal.

Portugal é o quarto país, dos 33 inquiridos, que mais “gosta de formas de trabalho flexíveis”, considerando os 90% de respostas afirmativas. À sua frente encontra-se o México (91%), a Índia (91%) e Hong Kong (91%). E quais são os resultados que advêm da adoção de políticas de flexibilidade? De acordo com o Randstad Workmonitor, o aumento da produtividade, da criatividade e da satisfação pela função desempenhada são os benefícios apontados pelos portugueses (90%). No entanto, 40% dos inquiridos em Portugal considera que o trabalho flexível se constitui como uma causa de pressão na sua vida pessoal, pela ausência de desconexão com o trabalho.

Muitos são os profissionais que se deslocam para o escritório para trabalhar entre as 9 e as 18 horas. Segundo o inquérito desenvolvido pela empresa de recursos humanos, a forma tradicional de trabalho no escritório durante o horário de expediente é, ainda, muito comum, em Portugal, como comprovam os 60% dos portugueses que vivenciam a referida realidade. Mas há boas notícias. A conceção do trabalho está, progressivamente, a tornar-se mais flexível, através da escolha de locais que não o escritório e de horários diferentes dos estandardizados. Quem o diz são os 41% dos inquiridos que assume que a forma de trabalhar está a mudar.

Local de trabalho, de autonomia e de contacto pessoal

Trabalhar a partir de casa é a opção que mais agrada aos portugueses (73%). De acordo com 51% dos inquiridos, as entidades empregadoras providenciam os equipamentos tecnológicos necessários à realização das suas tarefas laborais. Há quem, no entanto, não veja reconhecida esta prática, já que 69% dos inquiridos gostaria de ter flexibilidade no local de trabalho, mas os líderes empresariais recusam adotá-la.

A realização de reuniões de trabalho presenciais ou reuniões de equipa no escritório constituem rotinas para muitos portugueses (61%). O uso das novas tecnologias, como a videoconferência, para realização de reuniões, evitando deslocações ao escritório, é, ainda, uma exceção em Portugal, considerando os 24% de colaboradores que se refere à utilização destas funcionalidades.

Segundo o Randstad Workmonitor, 68% dos portugueses diz ter muita liberdade para organizar e definir prioridades no que ao seu próprio trabalho diz respeito. No entanto, 51% indica que são os seus superiores hierárquicos que lhes dizem o que fazer e 39% afirma que são os seus diretores que estabelecem a organização das tarefas.

Publicado quatro vezes por ano, o inquérito é aplicado na Europa, Ásia-Pacífico e nas Américas. Os inquiridos são colaboradores com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, que exercem uma atividade remunerada, trabalhando no mínimo 24 horas por semana.

 

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