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E o que os portugueses mais valorizam no trabalho é…

O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é, para os portugueses, mais importante que a estabilidade de carreira. Esta é uma das conclusões do Randstad Employer Brand Research, apresentado esta terça-feira, em Lisboa.

Segundo o Randstad Employer Brand Research 2018, e comparativamente com as suas anteriores edições, perante uma decisão de emprego, os portugueses valorizam o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (53%), em detrimento da estabilidade de carreira (52%). Segue-se a valorização da progressão de carreira (51%) e do ambiente de trabalho (49%). O salário e benefícios continuam a ser o critério mais importante na tomada de decisão relativa a um projeto profissional (66%), mas, de acordo com a empresa de recrutamento, é um fator “higiénico” na relação laboral e não um elemento diferenciador na proposta de valor do empregador (EVP – employer value proposition).

“A análise da atitude e das expectativas dos trabalhadores face ao ambiente de trabalho permite identificar quais os fatores mais valorizados e que podem influenciar a escolha de uma carreira ou de uma empresa específica, ajudando na gestão dos recursos humanos de forma a potenciar a atividade e, ao mesmo tempo, dando vantagem competitiva para atrair e reter os melhores talentos”, afirmou Paulo Alexandre Ferreira, Secretário de Estado Adjunto e do Comércio (SEAC), que presidiu à abertura da cerimónia que distinguiu as empresas mais atrativas para trabalhar.

Homens e mulheres não valorizam iguais fatores oferecidos pelas empresas. A maioria do sexo masculino (66%) considera o salário e os benefícios mais importantes, enquanto as mulheres (57%) privilegiam um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Também há diferenças entre os grupos etários. A geração dos 18 aos 24 anos destaca as oportunidades de progressão de carreira (57%) face a outros atributos. Os inquiridos entre os 25 e os 44 anos apontam o salário e benefícios como fator mais importante (69%) e a geração entre os 45 e 64 anos é a que confere maior importância à saúde financeira (42%).

As habilitações literárias parecem afetar, igualmente, a valorização que os portugueses adotam. De acordo com o estudo, os inquiridos com formação superior dão maior importância ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (57%), em detrimento da segurança profissional, destacada pelos perfis com menor grau de formação.

“Estas assimetrias conseguem ser compreendidas quando ligadas à nossa conjuntura”, referiu José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal. “No ano passado a segurança profissional já era um atributo com enorme relevância, mas acreditamos que o aumento da confiança, assim como a descida da taxa de desemprego, estão a trazer novos fatores de atratividade para cima da mesa”, explicou.

“A abordagem ao mundo do trabalho pelas gerações mais novas (millennial e Z) também tem vindo a alterar o paradigma e, por isso, é fácil compreender o aumento do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, assim como a progressão de carreira, em especial para quem está a começar a sua vida profissional”, concluiu o diretor-executivo.

 

 

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