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Profissionais com elevado QA são essenciais para que as empresas se consigam adaptar à mudança

O Quociente de Aprendizagem (QA) é uma nova métrica essencial a juntar ao Quociente de Inteligência e ao Quociente Emocional (QI e QE) no recrutamento de recursos humanos.

Quem o disse foi Jonas Prising, CEO e Chairman da ManpowerGroup, durante um encontro com empresários portugueses, realizado no passado dia 28 de março, em Lisboa, onde foram apresentados e debatidos alguns dos temas centrais sobre o mundo do trabalho focados no Fórum Económico Mundial (WEF), em Davos.

Segundo o responsável, as alterações demográficas, as revoluções tecnológicas, a sofisticação do consumidor e aumento do poder de escolha individual – quatro forças macroeconómicas – continuam a acentuar-se e a ampliar-se a todos os setores de atividade, tornando o potencial humano no diferenciador chave da capacidade de adaptação e evolução das empresas.

Neste mundo em rápida mudança, onde não é possível antecipar quais serão as competências necessárias no médio e longo prazo, a capacidade e predisposição para aprender ao longo da vida torna-se crítica para os recursos humanos e a capacidade de ensinar torna-se igualmente fulcral para as empresas.

As opiniões dos empresários e gestores presentes vão ao encontro desta ideia, uma vez que existe uma consciência crescente das dificuldades de planear estrategicamente a médio prazo neste ambiente de elevada volatilidade.

Mas para Jonas Prising e ao contrário do que muitos preconizam, a transformação digital não retira importância ao fator humano e emocional. O que é necessário é capacitar as pessoas para responderem às novas exigências do mercado.

“É importante que, sobretudo as empresas, garantam o foco no desenvolvimento contínuo das pessoas. A aprendizagem constante de novas aptidões e competências adequadas à evolução de cada atividade e a oportunidade de explorar novas fontes de talento, apostando na diversidade, permitirão que se ultrapassem de forma mais ágil os desafios que surgem a um ritmo acelerado”.

O facto de as empresas se verem confrontadas com maior volatilidade socioeconómica leva-as tendencialmente a valorizar e capitalizar vantagens competitivas transitórias, o que pode contribuir para o decréscimo de segurança no emprego. Para o responsável, esta é outra das razões pela qual o investimento das empresas na capacitação contínua dos seus profissionais se mostra tão relevante e é igualmente um motivo repensar o sistema de segurança que apoia os trabalhadores durante estes processos.

Refira-se que a ManpowerGroup e o WEF, onde foram já debatidas algumas destas temáticas, firmaram uma parceria estratégica para a área de Recursos Humanos, no âmbito da qual a ManpowerGroup tem vindo a aprofundar as perspetivas macro sobre o mundo do trabalho e as tendências que as impactam.

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