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Quais são as prioridades das empresas para 2015?

A otimização de custos e processos são as principais prioridades para as empresas segundo a Michael Page e o seu mais recente Barômetro Global de CFO e de líderes financeiros.

Neste sentido são essenciais, na definição das prioridades e economia regional, o tamanho da empresa e a idade dos gestores.

Dada a situação econômica global, o estudo revela que a otimização de custos é descrita como a primeira das prioridades para 61% dos 2.847 participantes na pesquisa. Isso permite antecipar-se e criar liquidez através de poupanças para depois alcançar uma maior rentabilidade e crescimento a longo prazo.

Como segunda prioridade, aparece a otimização de processos para 59,6% dos entrevistados. Tal implica o aumento da qualidade do produto ou serviço da empresa através do investimento em recursos humanos e em capital.

Por outro lado, a incerteza nos mercados financeiros e as taxas de juro baixas em todo o mundo, as atividades relacionadas com fusões e aquisições, bem como a implementação de medidas de responsabilidade social são temas menos prioritários para os executivos.

Uma das variáveis que influenciam estas opiniões é o índice de confiança da empresa que está diretamente relacionado com o contexto económico prevalecente nos mercados regionais ou nacionais.

Nos últimos dados recolhidos, as empresas estão mais otimistas e 68% dos líderes questionados confiam na boa saúde e na resistência dos mercados.

Quais são os países mais otimistas?

O Reino Unido (83,5%) e a Alemanha (81,8%) aparecem como os países mais positivos. Enquanto a isso Portugal (53.5%), que ainda está em recuperação econômica completa, registrou expectativas de crescimento mais modestas e apenas 53.5% dos executivos portugueses mostra segurança com a posição e força de sua empresa no futuro.

No que concerne os sectores, os líderes financeiros do sector dos transportes e telecomunicações são claramente afectados pelo clima regulatório adverso e pelas alterações de mercado do passado recente. Consequentemente, demonstram os valores mais baixos de confiança, com 57,4% e 53%, respectivamente. Os níveis de confiança atingem os melhores valores na área da saúde (73,4%) e banca e serviços financeiros. (79,4%).

A idade, fator determinante para estabelecer prioridades

De acordo com os resultados, a idade dos gestores e CFOs é uma variável que influencia a definição de prioridades para a empresa.

Curiosamente, os líderes financeiros entre os 50 e os 54 anos avaliam a gestão de risco financeiro de uma forma mais relevante (36,5%). A importância atribuída à questão de F&A também tende a aumentar de acordo com a idade e experiência do CFO: apenas 14% dos líderes financeiros com idade inferior a 35 anos considera as atividades de F&A uma prioridade importante (vs. 21,4% do total).

O papel do CFO

Comparado com o estudo de 2012, mais inquiridos, especialmente na América do Norte e no Médio Oriente, esperam maiores níveis de mudança.

Quanto mais novos são os líderes financeiros, maior é o nível de mudança prevista.

As áreas comuns de atuação são os centros de serviços partilhados, a centralização, o outsourcing, a descentralização e o insourcing.

O impacto do nível de mudança está dependente do departamento financeiro.

Governance, Gestão de Risco e Compliance, Análise de Dados, RSC, Centros de Serviços Partilhados, Relacionamento com stakeholders… estas são apenas algumas das novas responsabilidades a serem acrescentadas à agenda tradicional do CFO.

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Cristina Barros

Cristina Barros

Managing director do IIRH

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