AtualidadeMercado de Trabalho

Recrutar o talento adequado é a principal dificuldade dos gestores de RH

Atrair e recrutar o talento adequado é a principal dificuldade sentida pelos gestores de recursos humanos. Já no futuro, a escassez de talentos constituirá o seu grande desafio. As conclusões são do HR Survey da Stanton Chase.

O inquérito efetuado recentemente pela Stanton Chase aos gestores de pessoas no mercado português revela que a atração e recrutamento de talento adequado constituem a tarefa cujos profissionais de recursos humanos (53%) sentem mais dificuldade. Segue-se a criação ou reforço de uma cultura que contribua para o negócio das empresas (43%) e o espírito de equipa, a comunicação interna e o compromisso dos seus profissionais (39%).

No futuro, os gestores inquiridos (61%) consideram que a escassez de talentos em determinadas áreas constituirá o seu principal desafio. Considerando a atual preocupação com a conciliação da carreira e a vida pessoal e a digitalização das organizações, a emergência de novos modelos de trabalho, baseados na flexibilidade e na conectividade tecnológica (50%) é, também, um desafio apontado pelos diretores de recursos humanos. O mercado de trabalho caracteriza-se, e assim será nos próximos anos, pela convivência de diferentes gerações. A gestão multigeracional e a entrada de novas gerações (45%) é o terceiro grande desafio apontado pelos gestores do capital humano.

Conscientes da escassez de perfis verificada em determinadas áreas, a gestão do employer branding para atrair e reter talentos (63%) é a área que os responsáveis de RH identificam como sendo a mais importante num futuro próximo. Segue-se o conhecimento e orientação ao negócio (60%) e a gestão de processos de mudança organizacional (45%).

Nos próximos dois anos, os líderes de recursos humanos irão focar-se na formação e desenvolvimento de competências (43%), na gestão de carreiras e retenção de talentos (43%) e na atração e recrutamento de perfis (41%). Simultaneamente, preveem, no mesmo período temporal, recorrer a parceiros externos que forneçam programas de formação (54%), recrutamento técnico e especializado (45%) e projetos de engagement ou team-building (33%).

Os gestores de recursos humanos consideram que, e de acordo com o HR Survey, a capacidade de liderança, comunicação e influência (79%), o desenvolvimento das competências de gestão (53%) e o reforço das competências de gestão intercultural, como consequência da diversidade das organizações, são os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da carreira profissional de um gestor de RH. Nos próximos anos, haverá, segundo os profissionais inquiridos, necessidade de reforçar as competências de gestão da mudança, criatividade e inovação (70%), competências tecnológicas (50%) e as competências relacionais, ou soft skills (42%).

Os profissionais de RH, aquando da seleção de colaboradores, valorizam a orientação para os clientes e resultados (62%), a capacidade de execução e concretização (52%) e a flexibilidade e resiliência (44%). Quando questionados acerca da importância da gestão do capital humano em Portugal, tendo em conta a sua evolução nos últimos cinco anos, 80% dos gestores de pessoas refere que é cada mais importante, 12% afirma que manteve o seu nível de importância e apenas 6% considera que é já o fator com maior relevância nas empresas.

As competências características do gestor RH português são, de acordo com as respostas obtidas, a dedicação (56%), o domínio das competências técnicas de gestão RH (52%) e a capacidade de comunicação e gestão de conflitos (39%). A avaliação que realizam ao seu nível de competências é, para 69% dos profissionais, boa, razoável para 25% e excelente para 3%.

A terceira edição do HR Survey, da Stanton Chase, empresa internacional de executive search, decorreu no primeiro trimestre deste ano e reuniu um conjunto de 280 respostas. “Os resultados dos gestores de capital humano encontram-se alinhados com os dos seus CEOs, evidenciando alguma sintonia na análise das situações e nas soluções defendidas”, afirma José Bancaleiro, managing partner da empresa.

 

Voltar à homepage

 

Mais notícias:

 

Facebook
image_pdfimage_print
Previous post

Há funções que vão mesmo desaparecer das organizações

Next post

Onboarding: Um fator crítico de sucesso na gestão de Recursos Humanos

Mónica Felicidade

Mónica Felicidade

No Comment

Deixar uma resposta