Responsabilidade social e sustentabilidade

Reforma não é o fim, mas sim o início de um novo ciclo

A reforma foi tema de discussão numa conferência organizada Projeto R, no passado dia 24 de novembro, na Atmosfera M.

Reformas à vista: saiba como gerir a reforma dos seus colaboradores aliando a vertente financeira à gestão de pessoas” é o nome desta sessão levada a cabo pelo Projeto R, que teve como objetivo mostrar a importância não só de planear antecipadamente uma reforma, como também de vive-la de forma despreocupada.

Subiu ao púlpito Conceição Zagalo Presidente da Assembleia Geral do GRACE e keynote speaker do Projeto R, que nos veio mostrar a sua experiência, enquanto reformada. Agora tem mais tempo para os seus dois netos, mas não deixou de estar envolvida no mundo empresarial. Foi preparando a sua reforma e quando quis finalmente dar o passo a IBM não lhe pôs nenhum entrave. A reforma não se traduziu em tempos mortos, pois ainda tem menos tempo do que tinha antes. A diferença é que o ocupa à sua maneira.

De seguida Susana Schmitz interveio para apresentar o Projeto R. Este projeto pretende ajudar as pessoas a lidar com a sua reforma, ou seja, a dar um rumo para a sua nova vida. A fundadora do projeto salientou que a passagem para a reforma  aumenta em 40% a depressão clínica. Por isso o Projeto R apoia no sentido de ajudar os reformados, a criar um projeto de vida, que pode passar pelo voluntariado, empreendedorismo, hortas urbanas, entre outros.

Cristina Duarte, business leader de retirement da Mercer Portugal foi a próxima a palestrar. Salientou que de um ponto de vista empresarial,  um plano de pensões é importante, porque ajuda a reter talento.

Para a business leader de retirement da Mercer, poupar para a reforma é essencial e tem de ter feito desde de cedo. É com 25 anos que as empresas devem incentivar os colaboradores a formar uma reforma. Não esquecendo que de aos  45 anos dar um ênfase nas contribuições e na estratégia de investimento seguido.

Deixa a ressalva que segundo um estudo feito pela Mercer, 44% das empresas concedem planos de pensões e que 57% das empresas dão um incentivo mediante as contribuições dos colaboradores.

Maria Amélia Santos, diretora do Centro Nacional da Segurança Social veio desmitificar sobre quais as condições de acesso à reforma. A presentou os vários regimes e as diferentes pensões. Quando a mudanças para 2016 a diretora do Centro Nacional da Segurança Social nada adiantou, a não ser por agora a idade da reforma mantêm-se nos 66 anos.

Alice Pinto, diretora comercial e de marketing da Futuro/Montepio, veio mostrar como viver da melhor (re)forma. Apresentou vários planos de reforma, que os colaboradores podem aderir.

Os últimos anos têm dificultado a tomada de decisão sobre poupança.  Ainda assim, a poupança tem subido Mas a poupança para a reforma exige tempo.A literacia financeira é imprescindível.E deve começar nos bancos da escola.

Jean-Jacques, administrador de codeativos do Projeto R foi responsável por encerrar esta sessão.

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