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Sérgio Pereira, diretor-geral do ComparaJá.pt: “Na hora de recrutar é fundamental assegurar que o candidato se identifica com a nossa filosofia”

É uma startup e, por competir com grandes e atrativas empresas, poderia ter dificuldades em recrutar os talentos desejados. Mas a missão e o ADN do ComparaJá.pt são, para Sérgio Pereira, diretor-geral da plataforma gratuita de comparação de produtos financeiros, capazes de atrair “profissionais de elevada qualidade” e facilitar a sua contratação.

A plataforma ComparaJá.pt enfrenta, atualmente, dificuldades em recrutar talentos?

Tendo as nossas necessidades de recrutamento sido maioritariamente focadas no crescimento das nossas equipas de Marketing e Apoio ao Cliente, podemos afirmar que, até ao momento, temos sido bastante bem-sucedidos ao nível da captação de talentos. Estamos conscientes, no entanto, de que a criação da equipa que ficará responsável pelo nosso hub tecnológico, num total de 50 especialistas, poderá ser um processo mais desafiante, até porque queremos fazê-lo num curto espaço de tempo. Ainda assim, estamos convictos de que o nosso projeto é muito atrativo, dado que representa um novo paradigma em Portugal, com impacto direto na melhoria da vida das famílias, algo que certamente ajudará a atrair os profissionais de elevada qualidade que pretendemos. A verdade é que, felizmente, quando encontramos uma pessoa que acreditamos ter, para além de excelentes capacidades técnicas, o fit perfeito com o nosso ADN, fica relativamente fácil fazer a sua contratação. Para além de oferecermos boas condições, claro, temos uma cultura muito forte, o que leva a que os nossos colaboradores sintam como sendo sua também a missão do ComparaJá.pt, isto é, de contribuir para que os portuguesas façam escolhas mais informadas e conscientes ao nível das suas finanças pessoais. Já agora, neste domínio, importa salientar também o outro lado da questão – a retenção desses talentos. Sendo um dos maiores ativos de uma organização, no ComparaJá.pt procuramos investir consistentemente na formação dos nossos colaboradores, uma estratégia que se tem revelado muito positiva, porque as novas gerações – e na nossa empresa trabalham sobretudo jovens – valorizam imenso as organizações que fomentam o crescimento profissional. Ora, este é, também, um aspeto que nos ajuda na hora de contratar.

Na sua perspetiva, qual é, hoje, o maior desafio que se coloca às empresas de tecnologia no que diz respeito ao recrutamento?

O grande desafio é, sem dúvida, atrair as pessoas com o perfil adequado ao ADN da empresa. A cultura de trabalho de uma startup tecnológica é bastante diferente de uma grande consultora, por exemplo, pelo que na hora de recrutar é fundamental assegurar que o candidato se identifica com a nossa filosofia work hard, play hard. Por outro lado, é precisamente o nosso ADN marcadamente distinto que acreditamos que facilite, também, a atração de talentos, porque, cada vez mais, os profissionais procuram organizações com culturas de trabalho disruptivas. Visto estarmos a oferecer mais do que um mero emprego, a oportunidade de construir algo inovador – e aqui falamos de uma plataforma que quer estar na linha da frente ao nível da implementação da diretiva PSD2, da utilização de mecanismos de machine learning para melhor servir os utilizadores, bem como no desenvolvimento dos mais avançados algoritmos de agregação, análise e comparação de todas as ofertas do mercado em tempo real – faz com que a proposta de valor do ComparaJá.pt se consiga diferenciar das outras organizações que, neste momento, também estão a apostar em Portugal para a construção de centros tecnológicos.

Como irão contrariar a tendência que afeta as empresas tecnológicas nos seus processos de recrutamento, na contratação de 50 novos colaboradores?

Iremos ser, obviamente, competitivos financeiramente nas propostas, mas, para além disso, iremos apresentar um projeto a longo prazo, com o qual os nossos colaboradores se identifiquem e tenham orgulho em representar. Diria que vamos oferecer exatamente o tipo de oportunidade que grande parte dos millennials procura: um excelente ambiente de trabalho, com a garantia de um elevado grau de autonomia e motivação constante para a aprendizagem, tendo então como mensagens chave todos aqueles fatores que nos distinguem das restantes organizações – ADN disruptivo, filosofia work hard, play hard. Para conseguirmos encontrar alguns dos perfis mais juniores que estamos à procura, iremos procurar explorar sobretudo as relações que já temos estabelecidas com universidades, quer a nível nacional, como europeu. Iremos igualmente apostar na presença em alguns eventos especializados, como por exemplo a StartUp Fair da CATÓLICA-LISBON. Para a contratação de colaboradores com experiência, para além de pretendermos capitalizar ao máximo o nosso network interno bastante extenso, a estratégia passa por ter o apoio de uma empresa de headhunting, que dará sobretudo suporte à contratação dos perfis mais especializados.

Onde é que encontram os perfis tecnológicos que precisam?

Vamos procurar colaboradores em Portugal, mas também fora do nosso país, concretamente na Europa, sendo que a nossa expectativa é atrair profissionais com diferentes backgrounds e experiências profissionais, o que nos permitirá ter uma equipa mais heterogénea – fator que valorizamos. Estamos à procura de programadores para backend e frontend, analistas de qualidade, designers de experiência de utilizador, gestores de produto e programadores de bases de dados que queiram abraçar um desafio diferente e, em conjunto, desenvolverem a mais avançada plataforma de comparação financeira do mundo. Pretendemos que o processo de recrutamento seja bastante ágil e rápido, considerando que, para nós, não faz sentido termos processos baseados em seis ou mais rondas de entrevistas.


Na RHmagazine n.º 115, março/abril 2018, encontrará uma reportagem especial sobre recrutamento, com os contributos de Sérgio Pereira, diretor-geral do ComparaJá.pt, Célia Vieira, managing director da Novabase, Dalia Turner, diretora de recursos humanos da Microsoft, Martin Henk, cofundador da Pipedrive, Sónia Rato de Jesus, diretora de recursos humanos da Claranet, Afonso Carvalho, diretor-geral da Kelly Services, Marco Arroz, senior manager da Multipessoal, Mariana Canto e Castro, diretora de recursos humanos da Randstad, Pedro Amorim, managing director da Experis, e Victor Pessanha, manager da Hays.

 

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