Responsabilidade social e sustentabilidade

“Ter políticas reais de inclusão imprime uma imagem positiva à marca e atrai novos clientes e parceiros”

O impacto da (falta de) diversidade nas empresas

A par com a globalização surge uma crescente preocupação social relativa ao valor da diversidade. Esta é inerente à sociedade e defende o direito à singularidade, apelando à igualdade de oportunidades apesar das diferenças.

No âmbito empresarial, a diversidade é cada vez mais encarada como um fator importante que pode garantir o sucesso do negócio. Contudo, verifica-se que esta não é, ainda, uma prioridade para a maioria das empresas.

A falta de diversidade ainda tão presente no mundo empresarial resulta em organizações com maiores dificuldades de adaptação aos mercados, porque os seus colaboradores não compreendem tais realidades nem se adaptam a outras culturas e costumes com a mesma facilidade que aqueles que estão integrados em empresas diversas e inclusivas. Simultaneamente, uma equipa homogénea tende a ser menos produtiva e, consequentemente, menos competitiva quando comparada com uma equipa heterogénea, que apresenta mais aptidões e competências de análise mais amplas.

Uma empresa que não promove a diversidade apresenta menos vantagens competitivas. Por outro lado, empresas mais inclusivas conseguem atrair e reter mais e melhor talento, apresentam um melhor clima organizacional e tornam-se, também, mais abrangentes e capazes de alcançar diferentes mercados. Ter políticas reais de inclusão imprime uma imagem positiva à marca e atrai novos clientes e parceiros.

As diferenças devem ser compreendidas e aceites e é necessário saber como tirar partido das suas vantagens. Neste sentido, a aposta na diversidade dentro das empresas deve ser encarada como uma oportunidade para o crescimento das mesmas, uma vez que a inclusão de colaboradores diversificados contribui para o desenvolvimento e competitividade empresarial e, naturalmente, para melhores resultados financeiros.

A diversidade não deve ser encarada como uma moda, mas sim como uma necessidade corporativa de tendência crescente porque permite a consolidação da posição das empresas no mercado global e, ao mesmo tempo, contribui para um sentimento de justiça nas sociedades.

Por: Itziar Vizcaíno, diretora de recursos humanos da MetLife na Ibéria

imprimir

Previous post

"O trabalho temporário foi dos primeiros setores a sentir o efeito da crise económica" - João Costa (Diretor da AutoVision)

Next post

Novabase integra 31 colaboradores através da academia

Vanessa Henriques

Vanessa Henriques

Diretora Executiva da RH Magazine

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *