ArtigosAtualidade

Como utilizar as ferramentas tecnológicas para desenvolver planos de formação eficazes?

Artigo exclusivo para o InfoRH que fala da tecnologia no mundo dos RH e as suas funções na formação e desenvolvimento dos profissionais.

Autor João Costa – COO da ATEC

A evolução tecnológica exponencial em que vivemos está já a ter impacto significativo no conceito tradicional de carreira, nas competências técnicas e sociais consideradas essenciais para o mercado de trabalho, e consequentemente nos programas de formação corporativos que cada vez mais devem integrar ferramentas digitais e preparar os colaboradores para um ambiente de trabalho digital.

Esta crescente digitalização de processos está a colocar vários desafios às entidades formadoras, obrigando-as a repensar e redesenhar programas, conceitos e modelos de formação. É fácil e marcadamente eficaz usar ferramentas tecnológicas para desenvolver planos de formação. Aliás, a dispersão geográfica de muitas empresas fazem com que a utilização da tecnologia seja a forma mais eficiente de transmitir conhecimento. Mais difícil será sua operacionalização.

Os conceitos de e-learning, salas de aula virtuais, fóruns virtuais, webinars, etc apesar de muito divulgados encontram alguns obstáculos na sua implementação. “Estar em formação” é ainda muito associado estar fora do posto de trabalho. Adiconalmente, as entidades formadoras e e as próprias empresas terão de estar preparadas para lidar com alguma resistência por parte de colaboradores mais velhos ou menos qualificados em usar ferramentas digitais e participar em programas de formação que recorram sobretudo à tecnologia. Como alterar esta cultura?

Em primeiro lugar, é necessário que as próprias empresas consciencializem os seus colaboradores para a necessidade de aprendizagem e requalificação contínua como fator crucial para a sobrevivência profissional. Conceitos como upskilling e reskilling  devem ser amplamente difundidos pelos colaboradores e ser encarados como parte fundamental da estratégia das organizações para enfrentar o futuro.

Em segundo lugar, as entidades formadoras em conjunto com as empresas devem investir cada vez mais na personalização da formação e na criação de programas de formação alternativos para certos públicos-alvo. A utilização de ferramentas digitais será sobretudo muito interessante em situações de autoaprendizagem, nas quais cada formando pode gerir o ritmo de acordo com seus conhecimentos e capacidade de evolução. Melhora-se assim a eficácia e o retorno do investimento em formação. A entrada no mercado de trabalho de novas gerações contribuirá para uma mais fácil adoção das novas tecnologias. Exemplo disso é a aprendizagem utilizando a internet (YouTube).

Outro aspeto importante inerente à digitalização da formação está diretamente relacionado com a retenção e transmissão de conhecimento na empresa. A digitalização permite mais facilmente criar repositórios de conhecimento para posterior disseminação na empresa.

A estratégia das entidades  formadoras para fazer face à nova realidade terá de assentar na construção de soluções de formação integradas e diferenciadoras com ferramentas digitais adequadas às necessidades e capacidades do público-alvo, e que abordem tanto as competências técnicas como as sociais, tendo em mente que cada profissional é um talento a ser potenciado.

 

Outras notícias

Previous post

easyJet anuncia o maior recrutamento de pilotos de sempre

Next post

Médis garante destaque internacional com projeto inovador

Ana Silva

Ana Silva

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *