Pessoas

Veridiana Fernandes, Diretora de RH do Pine Cliffs Resort: “A retenção é determinante e, nesse aspeto, torna-se muito importante saber gerir talentos”

Veridiana Fernandes é, desde o início do ano, a nova diretora de recursos humanos do Pine Cliffs Resort, tal como noticiado pelo InfoRH. Depois da sua longa experiência em terras brasileiras, chega a Portugal com o desafio de gerir os RH do melhor resort de lazer e de luxo do mundo, de acordo com os World Travel Awards 2017, no atual contexto de crescimento exponencial do turismo no país.

Como se caracteriza enquanto líder?
Considero que há três características que me definem como pessoa: procurar ser inovadora nas abordagens, transparente na forma como lido com os outros e questionadora do chamado status quo. Estas três características movem-me desde sempre, a título profissional e pessoal, e têm-se vindo a revelar essenciais para a gestão dos mais diferentes desafios.

De que erro/aprendizagem mais se orgulha em matéria de gestão de pessoas?
Apostar no positivismo. Procuro sempre direcionar o meu foco para as mais-valias das pessoas, os seus talentos.

Qual o seu maior arrependimento relativamente a uma decisão que tenha tomado?
Todos os nossos atos são aprendizagens – que é o mais importante – e, nessa medida, não encaro como um arrependimento, mas se tivesse que identificar uma decisão, talvez uma contratação por impulso.

A liderança é uma habilidade inata? (existe um “natural born leader”?)
Considero que existem atributos que nascem connosco e que nos caracterizam enquanto indivíduos. Por exemplo, o carisma e a facilidade de comunicação são características inatas. Eu sou da opinião de que a capacidade de liderança nasce da combinação lata de um conjunto de competências – algumas são inatas e outras vão-se desenvolvendo ao longo do tempo, consoante as pessoas com quem nos cruzamos e as situações a que somos expostos.

O que é para si mais difícil quando se trata de lidar com pessoas?
Eu gosto de lidar com pessoas, com todas as pessoas, das mais diferentes áreas. Contudo, o mais difícil é quando as pessoas não procuram a excelência nos procedimentos.

Culturalmente falando, em que é que acha que somos bons e que temos de melhorar?
Creio que os portugueses são ótimos no relacionamento interpessoal – sempre muito simpáticos e acolhedores. Quanto a melhorias, acredito que há sempre margem para o fazer nas mais variadas vertentes, como por exemplo na simplificação de processos.

O que devemos esperar ao trabalharmos consigo?
O meu compromisso é de total transparência, muito trabalho, busca pela excelência, abertura para a mudança, compromisso e também, muito importante, que haja espaço para o divertimento no trabalho.

Que principais desafios de RH enfrenta a/na sua organização?
Atualmente o desafio passa, essencialmente, pelo recrutamento em larga escala e pela retenção de talentos.

Quais as áreas da gestão mais críticas e onde o papel da função RH é mais pertinente?
Como referi na questão anterior, a retenção é determinante e, nesse aspeto, torna-se muito importante saber gerir talentos.

Que situação mais desafiante já viveu no que respeita à gestão de pessoas?
A situação mais desafiante pela qual passei foi a de conseguir manter uma equipa moralizada após uma decisão de lay-off.

Que projeto mais arrojado já desenvolveu nesta área?
O mais arrojado e desafiante foi a criação, desenvolvimento e implementação de um projeto de carreira efetivo em todas as esferas da empresa.

Indique três competências críticas necessárias atualmente a um Diretor de Recursos Humanos (DRH).
Acredito que passa por saber ser um business partner e ter capacidade analítica e estratégica.

Na sua opinião, em que áreas é que um DRH mais tem de aprender?
Na minha opinião, um DRH tem de desenvolver competências por forma a saber sempre escutar de forma ativa, estar permanentemente atento às mudanças das pessoas e conseguir fazer uma gestão eficaz da vida pessoal e profissional.

Como aceita os desafios da direção?
Com um sorriso. Sou bem disposta e positiva. Assim, quando acredito que a mudança é para melhor, aceito com bom humor e com entusiasmo, independentemente do grau de dificuldade.

Vê o DRH como um parceiro de negócio?
Sim, vejo.

Acha que um DRH pode ser um CEO?
Sem dúvida!

 

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Ana Silva

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